Rodrigo:
O presidente Sérgio Rassi vem trabalhando como um Leão para tirar o Goiás do sufoco financeiro que outros dirigentes colocaram o clube.
Pagamento de impostos de um lado, do outro um enxugamento necessário (e ainda tem muito a ser cortado), filosofia pés no chão, busca de patrocínios.
Tudo isso tem um preço: Sua gestão vem sendo cercada pela insatisfação da torcida que sonha com um time mais forte.
Mas seu esforço as vezes tem derrotas significativas, e uma delas pode acontecer a qualquer momento.
O brilhante garoto Rodrigo que hoje é titular absoluto do Goiás, pode daqui a pouco bater asas e seguir para outro estado.
Tudo porque a diretoria de futebol ainda não teve competência para renovar o contrato do volante que se encerra no final da temporada.
Agora em Julho ele já pode assinar com outro clube.
Rassi sabe que depositou responsabilidade demais em pessoas sem a competência devida para tal tarefa.
Competente ao extremo em uma mesa de negociações, Edminho Pinheiro ainda não foi chamado para resolver a situação.
Esse nome pode resolver a questão, isso se ela ainda tiver solução.
Empresários:
Não sou contra os empresários no futebol. A maioria dos jogadores não sabem negociar e precisam de representantes para essas situações.
Também não enxergo como ingratidão o fato de Rodrigo aceitar uma proposta salarial melhor de outro clube.
São negócios.
Ontem em um programa da Sportv, o comentarista Paulo Massini, fez uma brilhante abordagem a respeito de dirigentes e empresários.
Desde a base até o profissional, os clube não tem a mesma competência que os agentes de jogadores.
É muitas das vezes uma disputa: Amadorismo x Profissional.
Já nas categorias inferiores você precisa ter pessoas competentes para selecionar os grandes talentos, e eles precisam de tratamento diferenciado e bons salários.
Deixar para fazer isso quando o atleta está com 20, 21, 22 anos é flertar com o perigo.
Rodrigo já mostrou na temporada passada sua qualidade. Esse é o seu momento. Até porque, basta olhar de lado ver as situações dos companheiros Clayton Salles e Mário Sérgio que não conseguem receber oportunidades.
Derrota em Itu:
O Goiás jogou uma partida bem longe do ideal contra o Ituano na Copa do Brasil, e para se ter uma idéia da dimensão da atuação da equipe: O próprio Hélio dos Anjos reclamou do comportamento do time.
Perder para o Independente e Ituano, não pode nem de perto refletir a importância esmeraldina.
O torcedor até aceita um time limitado, mas que tenha empenho como aconteceu contra Vasco e Atlético Paranaense na Série A.
Na próxima quarta-feira o jogo da volta, certamente com promoção nos preços dos ingressos.
Agora é Palmeiras:
Será a 1ª fez do Goiás no Allianz Parque. Um jogo complicado, até porque o adversário ainda não venceu no Campeonato Brasileiro.
Voltar de São Paulo com um empate, pode ser considerado como um bom resultado.
Depois é fazer contra o Grêmio, que mandou embora o ultrapassado Felipão, o dever de casa no Serra Dourada.
Avaliações:
Apesar de não admitir, Hélio dos Anjos sabe que precisa de um bom meia para o lugar de Esquerdinha.
Nas laterais ainda não existe confiança no garoto Everton que não consegue agradar. Rafael Foster não justificou até agora o prêmio de melhor lateral do Gauchão. Mas tem tempo e com certeza ele terá várias oportunidades.
Felipe Menezes alterna grandes momentos com sonolência durante os 90 minutos. Nenhuma surpresa.
Bruno Henrique com sua vontade vem deixando Erik para trás, mas centroavante que é bom, o Goiás ainda não tem.
Renan a exemplo do Campeonato Goiano continua trabalhando muito.
Dos reforços que chegaram, gostei muito do volante Patrick. Força, vontade, boa condução de bola e consegue encostar no ataque. Deveria jogar ao lado do Rodrigo e o Goiás com mais dois meias.
Igor voltou para o departamento médico. Foi o local que o jogador que custa 50 mil reais para os cofres esmeraldinos, mais ficou desde que chegou na Serrinha.








