Um estudo publicado em julho por uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, a britânica Nature, aponta que a testagem em massa reduz a mortalidade. Nesse sentido, a realização de um teste para Covid-19 a cada 100 pessoas está associada à redução de 8% na taxa de mortalidade pela doença, principalmente se aliada à oferta suficiente de leitos hospitalares específicos, dentre outras ações.

Assim, as estratégias de enfrentamento à pandemia do Coronavírus em Aparecida de Goiânia são as mais adequadas para reduzir mortes. Sobre o assunto o Manhã Sagres desta quarta-feira (12) entrevistou o secretário de Saúde do município Alessandro Magalhães, que reconheceu o estudo da Nature como uma das explicações para a baixa taxa de mortalidade do município.

Atualmente a taxa de letalidade de Aparecida de Goiânia é 50% menor que a da capital goiana. Sobre as mortes registradas na cidade, o secretário revela que foram pessoas diagnosticadas logo que foram encaminhadas para internação.

“Os pacientes que vieram a óbito chegaram para ser internados e foram diagnosticados. Então, quando você faz a testagem precocemente e acompanha esse paciente, o índice de sobrevida é muito maior”, afirma.

De acordo com o estudo da revista Nature, a mortalidade pela Covid-19 está associada a obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardíacas. Esses diagnósticos ajudam os profissionais da saúde a identificar os pacientes de risco e distribuir os leitos de hospitais conforme as necessidades.

Sob o mesmo ponto de vista , questionado sobre os números de infectados estarem crescendo e o número de mortos estar em declínio em Goiás, Alessandro Magalhães defendeu que isso acontece justamente pelo diagnóstico precoce.

“Quando você consegue diagnosticar precocemente é possível monitorar e intervir nas complicações que a Covid provoca na pessoa”.

Abordagem correta

Além disso, o secretário de saúde de Aparecida explica que o ponto de destaque no controle da doença não é o tratamento prévio com medicamentos como Ivermectina, Hidroxicloroquina e Azitromicina. Segundo ele, as abordagens corretas são monitoramento da saturação e das complicações da coagulação.

“Não digo de tratamento com a discussão do hidroxicloroquina, azitromicina ou ivermectina. Nós estamos falando de abordagens no monitoramento da saturação, nas complicações da coagulação, que tem sido constante nos pacientes”, pontua.

Por fim, o secretário de Saúde de Aparecida defendeu a testagem em massa. “A testagem em massa salva vidas. Isso está claro, já era uma recomendação da OMS e esse artigo vem mostrando isso fortemente”.