A secretária estadual da Fazenda, Ana Carla Abrão, esteve em Brasília nesta semana. Além de acompanhar o governador Marconi Perillo eu reuniões com ministros, ela manteve contato com parlamentares para tentar buscar apoio para o projeto de lei que prevê repasse para estados exportadores, assim como, fazer campanha contra a chamada pauta-bomba.

Em entrevista à Rádio 730, Ana Carla revelou o valor que o Estado de Goiás receberia referente ao ano de 2014 por ser uma unidade da federação que exporta. “Nós devemos receber em torno de R$ 150 milhões,” conta.

Ouça a entrevista completa de Ana Carla Abrão: {mp3}stories/2015/agosto/ANA__CARLA_13_08{/mp3}

Ana Carla diz que os parlamentares do Congresso Nacional já estão por dentro dos problemas que os Estados e Municípios podem sofrer, caso os projetos da ‘pauta-bomba’ sejam aprovados.

 

Divisão do pagamento

Desde o mês passado, o governo estadual adotou uma nova estratégia para o pagamento dos servidores. Aqueles que recebem até R$ 3,5 mil líquidos recebem dentro do mês trabalhados. Os demais, somente no quinto dia útil do mês seguinte.

A secretária explica que a intenção do governo é proteger que recebe menos. Anteriormente, o pagamento de todos os servidores estava sendo divido em duas partes.

 

CELG

De acordo com Ana Carla, o Estado precisa de R$ 450 milhões para voltar a pagar os salários de todos os servidores dentro do mês trabalhado. Mas, ela garante que caso a CELG seja privatizada, Goiás não vai utilizar o dinheiro para custeio de manutenção. “A venda da CELG virá para expandir a infraestrutura do Estado. É um ativo que tem que ser alavancado dentro do Estado,” justifica.

A secretária negou que em 2014, o Estado tem usado de pedaladas fiscais, assim como o governo federal, para fechar as contas. Segunda ela, o que houve foi um déficit, devido a uma arrecadação 15% menor do que a previsão.