Foto: Divulgação/SMS
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou levantamento para verificar quais as regiões da cidade possuem maior índice de infestação do mosquito transmissor da dengue e de outras doenças. É o chamado Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRA). De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, a região leste de Goiânia é a mais afetada, e não descarta a possibilidade de epidemia na cidade neste verão.
“Nós estamos em um momento de alerta. Temos um risco de epidemia para o próximo ano, risco real, pela forma mais virulenta e grave da doença”, afirma.
Só em 2018, Goiânia já registrou 26.483 casos da doença, e 15 mortes. Em relação a outras doenças, houve registro de 1 caso de Zika vírus e 356 de chikungunya. Apesar dos índices de dengue, houve redução de 16% em comparação com o ano passado.
Para melhorar o monitoramento, os agentes da prefeitura estão utilizando uma nova ferramenta: 300 ovitrampas. O material permite verificar a densidade de ovos e assim estimar a quantidade de mosquitos adultos na região, contribuindo para um combate mais eficaz e oportuno
De acordo com a SMS, 80% dos focos foram encontrados em residências, e 22% em terrenos baldios e comércios. Ao todo, 430 agentes fazem o monitoramento de infestação na capital, mais de 30 mil imóveis foram visitados. A multa em caso de existência de criadouros do mosquito varia de R$ 2 mil a R$ 20 mil.













