A VOLTA
A decisão, anunciada pelo TSE, de que as eleições municipais de 2016 não serão realizadas por meio eletrônico por causa de economia de recursos está dando o que falar, já que o moroso processo de votação manual voltaria. Mas, o senador Ronaldo Caiado (DEM), acredita que a decisão será revertida, porque a tese de que a votação gastaria muito, R$ 1 bilhão e 700, tem alternativas.
ALTERNATIVAS
“Existem outros orçamentos feitos, em que o valor cai pela metade. Enfim, nós acharemos uma maneira tranquila dentro do Orçamento de repassar. A eleição vai ser normal, vai ser com a urna, mas o eleitor vai ver também o voto que ele votou ali impresso. Não há motivo para pânico, para achar que nós vamos voltar ao tempo da cédula”, assinalou o senador goiano.
CÉDULA
Na opinião de Caiado, a votação em cédula, por si só, não pode ser vista como retrocesso. “A Inglaterra voltou a fazer na cédula. Então, não é nada de especial – é algo que você pode depois conferir”, pontuou.
IMPRESSO
Neste sentido, o senador lembra que alguns não gostaram da aprovação no Congresso em relação ao voto impresso, recentemente. Para ele, a possibilidade de conferencia do voto é um avanço. “É um sentimento nacional. A sociedade brasileira, como todo o cidadão em qualquer democracia do mundo exige a contraprova. Você não pode dar como veredicto final o resultado de uma urna eletrônica. E se eu tenho alguma dúvida? Não posso checar?”
OAB
Do secretário de governo do Estado, Henrique Tibúrcio, respondendo se a vinculação dele, ex-presidente da OAB, ao governo e ao PSDB, contribuiu para enfraquecer o grupo da OAB Forte, dando a vitória para a oposição: “Não me sinto responsável por isso, nem posso ser responsável pelo futuro de uma instituição”, disse. “Quando saí deixei a instituição nas mãos de pessoas que foram eleitas comigo.Dali para a frente a condução, até inclusive do processo eleitoral, é deles”, afirmou.
INTERLOCUÇÃO
Tibúrcio disse que já se colocou, como membro do governo, a disposição do novo presidente da OAB, Lúcio Flávio, para continuar as tratativas que a OAB tem junto ao governo. “Temos que respeitar a vontade das urnas e manter a interlocução com aqueles que foram eleitos para administrar a instituição”, disse, sobre este objetivo.











