O senador Cidinho Santos (PR-MT) criticou ação da Secretaria Geral da Presidência da República, sob o comando do ministro Gilberto Carvalho, que tenta retirar a população branca das terras Suiá-Missuna, na área de São Felix do Araguaia e Alto Boa Vista, em Mato Grosso. “Estou alertando para a iminência de um confronto armado e derramamento de sangue naquela região”, advertiu o senador, em pronunciamento nesta segunda-feira (19).
Cidinho Campos disse que dois assessores de Carvalho estariam espalhando o terror entre os cerca de sete mil trabalhadores que devem sair da terra, segundo entendimento da Justiça, no dia 6 de dezembro. Paulo Maldo, ex-marido da presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Azevedo, e Nilton Turbino estariam, segundo o senador, agindo em nome da presidente Dilma Rousseff e notificando as pessoas da perda de suas propriedades de maneira insensível.
“Eles estão trazendo desordem, desunião e desespero a quase sete mil pessoas. Eles não tem consideração pelo povo brasileiro, agindo com mentira, dizendo que há 174 pessoas a serem retiradas. Só nas escolas há 900 crianças matriculadas que não sabem se vão terminar o ano”, denunciou.
Pressão
O senador aformou que as rodovias federais da área foram bloqueadas na sexta-feira (16) para que as famílias fossem notificadas pela Força Nacional para deixar suas casas. Ele mencionou a eficiência da Força Nacional para “caçar a população não-indígena e trabalhadores honestos no Mato Grosso” e lamentou sua “falta de disposição” para caçar bandidos e restaurar a paz em cidades de São Paulo e Santa Catarina, que atualmente sofrem com a onda de volência promovida pelo crime organizado.
Cidinho Santos disse que uma retirada responsável dos trabalhadores requer ação conjunta dos governos federal e estadual para oferecer às famílias um novo lugar para viver com dignidade e trabalho. “Essas pessoas não são grileiras, elas foram colocadas ali pelo próprio governo, em programas de assentamento, e a elas foi dada a titularidade da terra. Agora, 30 anos depois, o governo quer que saiam e, em troca, se inscrevam num programa de reforma agrária”. (Com Agência Senado)













