A semana começou com vitória no Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP). Mais um paciente transferido de Manaus para a unidade de saúde recebeu alta na manhã desta segunda-feira (1º/2). É o sexto paciente a se recuperar da Covid-19 na unidade e embarcar de volta pra casa.

Mario Ney Lima, de 50 anos, deixou o HMAP após receber tratamento contra a Covid-19. O manauara permaneceu 14 dias internados, cinco deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Antes voltar para casa, o paciente foi recebido no corredor da vida, com aplausos dos colaboradores da unidade. Prática recorrente no hospital que representa a vitória contra a doença.

Dos 14 pacientes transferidos de Manaus que foram atendidos no Hmap, cinco faleceram após complicações da Covid-19 e seis receberam alta hospitalar. A unidade tem agora quatro pacientes internados, sendo três na UTI, e um na enfermaria.

REFERÊNCIA

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) tornou-se referência no tratamento de pacientes infectados pela Covid-19 e hoje é um dos hospitais modelos em Goiás. A unidade possui 120 leitos hospitalares exclusivos para tratamento do novo coronavírus. São 60 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) que estão dispostos em duas salas que atendem protocolos de isolamento. 60 leitos de semi-UTI, todos com pontos de oxigênio, se localizam em uma ala isolada das demais.

A equipe médica das UTIs do hospital realiza diariamente videoconferência com especialistas do HSL para orientações no tratamento dos pacientes. A iniciativa consiste em visitas diárias “beira-leito” à distância. É realizada via chamada de vídeo, em tempo real, de um profissional médico intensivista do Sírio-Libanês para debater e orientar a equipe da unidade no atendimento a esses casos. A parceria com o Sírio-libanês foi firmada no mês de maio, e a partir de então todos os pacientes das UTIs do HMAP com a Covid-19 recebem o tratamento orientado pela equipe médica do Hospital Sírio-Libanês.

Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) utiliza desde agosto as máscaras de mergulho, adaptadas a respiradores, no tratamento respiratório de pacientes com a Covid-19. Trata-se de uma terapia não invasiva que surgiu na Itália e começou a ser desenvolvida no Brasil.

Os equipamentos, que são utilizados para mergulho, foram adaptados para utilização em pacientes que possuem síndrome respiratória por Covid-19. As máscaras são utilizadas em conjunto com aparelho de ventilação não invasiva. O método tem o objetivo de evitar a intubação dos pacientes da Covid-19. O uso da máscara, além de proporcionar aos pacientes melhora dos sintomas, também protege os profissionais que atuam na linha de frente, pois não provoca dispersão de aerossóis no ambiente.