A organização internacional de sustentabilidade Global Footprint Network anunciou que o planeta atingiu nesta quinta-feira (24) a sobrecarga de recursos naturais disponíveis para um ano. Os sete meses do ano mostram, portanto, que utilizamos esses recursos 1,8 vezes mais rápido do que os ecossistemas da Terra conseguem se regenerar.
Com a marca do Dia da Sobrecarga do Planeta há cinco meses de acabar o ano, tudo que é consumido a partir do dia seguinte entra no vermelho. Diante de problemas climáticos cada vez mais intensos, frequentes e extremos, a organização ressaltou que a sobrecarga ocorre por causa do consumo dos recursos naturais do planeta acima de sua capacidade natural de regeneração.
No comunicado à imprensa divulgado no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a Global Footprint Network já havia adiantado que a causa da sobrecarga da Terra são as emissões maiores de CO₂ do que a biosfera consegue absorver, a utilização de mais água doce e um maior corte de árvores, além de mais pesca do que o ecossistema natural consegue repor.
Outro destaque que a Global Footprint Network trouxe com o anúncio é que o esgotamento anual de recursos ocorreu uma semana antes em 2025, porque normalmente sua data ocorre em 1º de agosto. Apesar disso, informou que a data “se manteve dentro de uma janela estreita por mais de 15 anos, ocorrendo consistentemente logo após 7 meses do ano”. Veja na imagem abaixo:

Além do impacto na biodiversidade, o Dia da Sobrecarga do Planeta, segundo a organização, também alimenta a estagflação, a insegurança alimentar e energética, crises sanitárias e conflitos. Para ela, tudo que a humanidade consumir a partir de amanhã se somará à dívida ecológica já existente.
“O Dia da Sobrecarga da Terra nos lembra que a humanidade está consumindo em excesso, tomando empréstimos do futuro. Se isso não for controlado, levará à inadimplência, pois o meio ambiente ficará muito esgotado para oferecer tudo o que as pessoas precisam. Evitar a inadimplência financeira e ecológica depende de nossa capacidade e disposição para pagar a dívida. A boa notícia é que evitar a inadimplência ecológica é possível: temos a capacidade econômica. Vamos agora desenvolver a vontade política, desde o comportamento individual do consumidor até as estratégias econômicas dos governos”, destacou Paul Shrivastava, professor da Universidade Estadual da Pensilvânia.
*Este conteúdo está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta matéria, o ODS 13 – Ação contra a mudança global do clima.
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