Chefe do Departamento de Comunicação da Polícia Militar, o Tenente Coronel Divino Alves reforçou o que há muito tempo tem sido a opinião da corporação, e de outras instituições de segurança pública Brasil afora: a extinção das torcidas organizadas. Após a confusão no estádio Serra Dourada, envolvendo principalmente os jogadores, vários outros incidentes entre torcidas ocorreram pela cidade, ocasionando inclusive uma morte, e outro baleado.
“A Polícia Militar tem o pensamento de que essas torcidas deveriam deixar de existir. Já foi encaminhado até no ano passado um procedimento nesse sentido, mas infelizmente isso não prosperou”, comentou o Tenente, em entrevista à Rádio 730. “Realmente providências precisam ser tomadas em relação a essa situação, e principalmente pelos dirigentes, às pessoas que cuidam do futebol goiano”, ressaltou ele.
Divino revelou que, além da morte do esmeraldino Caio Lopes, outro torcedor foi baleado no Jardim Guanabara, ao ser abordado por um grupo de torcedores, cujo time pelo qual torciam não foi divulgado. “O cidadão deve ir ao estádio de futebol para torcer para o seu time. Apenas isso. Fora disso, qualquer procedimento é completamente equivocado”, disse. Segundo o Tenente Coronel, a confusão entre os jogadores após a partida foi o grande estopim para que a onda de violência se estendesse para as arquibancadas, e para fora do estádio.
“A Polícia Militar desde o meio-dia estava com os policais na rua, mais de 300 policiais militares dentro do estádio Serra Dourada. Cerca de 150 policiais militares no lado externo fazendo a segurança junto aos terminais, plataformas, e infelizmente, já no encerramento do certame, quando tudo acontecia na maior normalidade, uma briga generalizada entre os jogadores acabou por incendiar, por inflamar a torcida do Vila Nova, que começou a arrancar as cadeiras e arremessar pra dentro de campo”, argumentou.
Ação da Polícia Militar
Durante a briga generalizada no estádio Serra Dourada, a PM precisou interferir e entrou em choque com alguns torcedores. Algumas pessoas reclamaram de abuso por parte dos policiais, o que, de acordo com Divino, não houve. “No que tange à ação de nossos policiais militares, esses nós identificamos de maneira clara os possíveis excessos que tenham havido”, declarou.
Três policiais foram feridos. Divino disse que os agressores serão identificados, inclusive os jogadores. “A Polícia Militar agiu, agiu com rigor. O comando da PM estará requisitando as imagens junto aos veículos de televisão para que seja preparado um relatório sobre esses fatos”, complementou. Ele ressaltou que a PM fará um relatório com as imagens, e o resultado será repassado ao Ministério Público e Federação Goiana de Futebol





