RIO DE JANEIRO (Reuters) – Falta quase um mês para a final da Copa do Mundo, mas para os espanhóis Andrés Iniesta e Fernando Torres, a Fúria já enfrenta uma final na quarta-feira, quando encara o Chile em uma partida do tipo “vai ou racha” no Grupo B. Os campeões europeus e mundiais estrearam da pior maneira possível na defesa do título no torneio levando uma surra de 5 x 1 da Holanda, e os dois veteranos da decisão de 2010 sabem que estão em um momento sem volta.
“Temos que simplesmente esquecer o que aconteceu contra os holandeses. Esta é nossa primeira final, depois temos que encarar outra com a Austrália. Embora tenhamos enfrentado uma situação semelhante na África do Sul, quando perdemos a primeira partida, esta é uma situação muito difícil. Temos que vencer, não há alternativa. E temos que disputá-la como se fosse a final da Copa, é a única maneira de vencê-la”, acrescentou.
Torres, que entrou e saiu da seleção espanhola nos dois últimos anos, foi indagado se sua presença na coletiva significa que ele vai jogar. “É melhor você perguntar isso ao técnico, eu não sei”, brincou ele antes de dizer que não importa se ele joga ou não, já que todo o time de 23 jogadores e a equipe técnica estão totalmente unidos em seu objetivo comum.
A Espanha se vê diante da possibilidade de se tornar somente a terceira seleção campeã e defensora do título a ser eliminada ainda na fase de grupos no torneio, como o Brasil em 1966 e a França em 2002, mas Torres nem sequer cogita tal destino.
“Desde que perdemos da Holanda, só pensamos em derrotar o Chile. Sempre há três possibilidades em uma partida, mas só temos pensado na vitória. O Chile é um adversário muito perigoso, e não vai se acomodar na defesa. Um empate não basta para nós. Isso é uma final agora, que temos que vencer.”, determinou o atacante.












