Após o primeiro jogo da final do Goianão entre Atlético e Goiás, que ficou empatado em 2 a 2, os dirigentes das duas equipes reclamaram da atuação do árbitro Paulo César de Oliveira, de São Paulo. Em entrevista à Rádio 730, nesta segunda-feira (7) os presidentes, João Bosco Luz e Valdivino de Oliveira mantiveram as reclamações. O presidente do Goiás, não sabe se trazer um árbitro de fora é melhor do que um de Goiás.“Deixamos a cargo exclusivo da Federação”, comentou.

João Bosco reclama principalmente da jogada que resultou no pênalti do Atlético, pois segundo ele, o Dragão teria feito uma falta anterior, não marcada. “O árbitro esteve em uma tarde muito infeliz ontem e cometeu erros que interferiram no resultado”, ressaltou. Já, Valdivino acredita que houve um pênalti não marcado para o Dragão e que a falta que originou o segundo gol do Goiás não teria acontecido. “O Paulo César fez uma boa arbitragem, foi infeliz em alguns lances”, avaliou Valdivino. Mesmo reclamando, Valdivino pondera que o juiz está propenso a erros, pois é um ser humano.

O presidente do Atlético acredita que as reclamações do Goiás sejam estratégias para pressionar o próximo juiz e assim fazer com que o árbitro beneficie a equipe esmeraldina. “O Goiás não está reclamando do Paulo César, está fazendo pressão para ver se a Federação coloca um árbitro que possa ajudá-los a ganhar o campeonato. Reclama da arbitragem para se fazer de vítima e fazer com que o árbitro que for escalado possa cair no chororô deles e ajudá-los a ganhar o título. Acho que o Goiás não precisa disso”, avaliou.

O presidente atleticano disse que conversará com a Federação para que esta pressão não aconteça. Apesar das reclamações, João Bosco garantiu que não atua nos bastidores do futebol, mas espera que os erros não voltem a ocorrer. “Eu não trabalho em bastidores. Bastidor é para Carlinhos Cachoeira, para este pessoal”, destacou. O contrário foi dito pelo presidente do Atlético, Valdivino de Oliveira, que confirmou que trabalha nos bastidores e aprendeu com o Goiás a realizar este tipo de ação. “O trabalho de bastidor é um trabalho subjetivo. Passamos a semana inteira agindo e não sabemos de que forma o adversário está agindo contra nós. Temos que nos cercar de todas as cautelas possíveis e estamos bem preparados para a decisão”, revelou Valdivino antes do jogo de domingo (6).

Torcida

No primeiro clássico mais de 18 mil torcedores foram ao Serra Dourada acompanhar a partida. A torcida esmeraldina foi superior à do Atlético e por isso João Bosco tentará convencer a Polícia Militar a aumentar o espaço da torcida do Goiás.

“Tem que ser uma divisão mais racional, para que possa ter espaço para as respectivas torcidas”, destacou. “É público e notório que a torcida do Goiás é bem maior”, completou. O presidente espera que 60% do estádio seja destinado a torcida esmeraldina.