(Foto: Sagres on)

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Senador eleito e mais votado neste domingo (7), com 31,35% ou 1.729.637 votos, Vanderlan Cardoso (PP), disse nesta quarta-feira (10) à Rádio Sagres 730 que o eleitor deu uma mensagem clara nestas eleições ao fazer uma grande renovação política. “A política do ‘dando que se recebe’ (expressão usada para barganha política em que o parlamentar vota a favor do governo em troca de cargos ou emendas parlamentes) se exauriu.”, disse. Segundo o futuro senador, quem não entendeu o recado das urnas pode “sair da política”.

A mudança do pacto federativo, sistema de distribuição de recursos entre União, Estados e municípios estabelecido nos artigos 145 a 162 da Constituição, é necessária a criação de novas práticas políticas, diz ele. Para o futuro senador, essa redistribuição de recursos vai liberar prefeitos e governadores de andarem de pires na mão em Brasília. “Assim o parlamentar deixará de ser um despachante de luxo em Brasília e será obrigado a debater os grandes temas nacionais”, afirma.

Vanderlan disse que não pretende fazer mera oposição por oposição ao futuro governador Ronaldo Caiado (DEM). Ele lembrou que tinha boa relação com todos os candidatos, tanto que seu nome foi cogitado como candidato a senador em várias chapas (seu PP acabou optando pela aliança com MDB de Daniel Vilela). Ele, entretanto, acha importante Caiado definir algumas ações prioritárias, entre elas a saúde.

Apesar de ser um defensor da iniciativa privada e de menos Estado na economia, Vanderlan, é um grande crítico das organizações sociais (OSs) na gestão dos hospitais públicos. Para ele, o governo estadual aumentou os gastos destinados às OSs e reduziu o número de atendimentos. “Houve hospital que atendia 800 pacientes e reduziu para 300. Para onde foram os 500 que deixaram de ser entendidos? Para os Cais e outras unidades de saúde nos municípios”, respondeu.

Por isso ele considera que a qualidade de atendimento de saúde piorou nos municípios, rebatendo, assim, o principal argumento do governo estadual em defesa das OSs. É que tanto o ex-governador Marconi Perillo quanto o governador José Éliton dizem que a população avalia mal a saúde do Estado porque não sabe que o pior atendimento ocorre nos municípios. “Os municípios não têm estrutura para o atendimento de urgência e emergência que deixou de ser feito pelas OSs”. Vanderlan defende outro tipo de parcerias entre o Estado e a iniciativa privada na área de saúde: “A regionalização do atendimento por ser feito com hospitais privados que existem em cada região do Estado”, disse.

O senador eleito informa que conversou por telefone com Ronaldo Caiado depois da eleição. “O que depender de mim, vou ajudar”. Ele destacou que o Estado vive uma difícil situação fiscal e que o futuro governo terá de ministrar um “remédio amargo” para ajustar as contas. E avisou: “Não esperem que em 1º de janeiro tudo vai estar às mil maravilhas”, disse para completar que os maiores problemas virão na saúde.

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