A Frente Nacional Antirracista (FNA), composta pela CUFA, EDUCAAFRO, UNEGRO e ASCENDA, realizou em todo o país um grande ato nesta quinta-feira, dia 13 de maio, data da assinatura da Lei Áurea há 133 anos atrás, que oficialmente aboliu o trabalho escravo no Brasil. Sobe ia marcado no calendário brasileiro, não tem o que comemorar. Isso porque a luta antirracista segue, diariamente em razão do racismo que, infelizmente, ainda está radicado no Brasil, como explica o vice-presidente da Central Única das Favelas (CUFA), que integra a FNA, Wanderson Carlos Pereira.
“Podemos dizer que o avanço foi mínimo. Há poucos anos foi editada a lei de cotas que já é um pequeno passo, digamos, uma reparação dos danos causados pela escravidão e pela forma como foi executada essa assinatura da Lei Áurea, há 133 anos. O que ocorreu foi que essa assinatura foi somente oficializada, porém não foi acompanhada de nenhuma estruturação para que fomentasse essa liberdade desses negros. Foram entregues à própria sorte”, avalia.
Confira a entrevista na íntegra a seguir no STM #267
Segundo Wanderson, o movimento busca interlocucação com o poder público e a iniciativa privada, a fim de promover a inclusão da população negra no mercado de trabalho, e que todos possam igualmente ascender em suas carreiras profissionais.
“Vamos passar a orientar empresas e o poder público de maneira que aquilo que eles podem fazer, o que nós conseguimos visualizar, eles possam executar. Não adianta nada irmos para a porta do poder público, de uma Assembleia Legislativa, Prefeitura, em um palácio estadual e brigar. Nós temos que conversar, queremos apresentar propostas e mostrar o que realmente é demanda”, afirma. “Não queremos mais ser pessoas que estão alheias a uma determinação e sendo ‘bucha de canhão’. Nós queremos ser protagonistas de nossas próprias histórias”, complementa.














