O deputado federal eleito por Goiás, Major Vitor Hugo (PSL), voltou a considerar pelas redes sociais a candidatura ao governo estadual em 2022, com a intenção de representar efetivamente a base do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no estado. Em postagem, o líder do PSL na Câmara Federal considerou críticas e motivos que levariam aos bolsonaristas a não escolher nenhum dos dois principais nomes citados até agora para a disputa: o governador Ronaldo Caiado (DEM) e o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB).
Confira o episódio anterior: Lei Aldir Blanc: Quase 60% dos municípios goianos não solicitaram recursos
Antes de questionar aos seguidores se deveria ser candidato ao executivo estadual, Vitor Hugo escreveu que “Caiado se desgastou quando divergiu do presidente em relação à pandemia e também com o setor produtivo e os servidores públicos em geral”. O deputado faz referência ao período inicial da pandemia, em 2020, quando manifestantes aliados do presidente fizeram manifestação na Praça Cívica contra o fechamento de atividades econômicas e, em resposta, Caiado afirmou presencialmente que o combate ao vírus era a prioridade e que não precisaria do voto dos que protestavam.
Sobre Mendanha, Vitor Hugo afirma o prefeito não se enquadraria no perfil de bolsonarista e que ele “não tem melindres de compor com a esquerda”. Por fim, o deputado questiona: “Você acha que eu deveria me candidatar a governador de Goiás?”. Os seguidores se dividiram entre os que apoiam a ideia e outros que pedem a manutenção de parlamentares aliados ao presidente no Congresso para um possível segundo mandato.
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Aproximação
Como antecipado aqui no fim de semana, tem surtido efeito entre os quadros do PSD o trabalho do senador Vanderla Cardoso e do deputado federal Francisco Júnior. Resultado: até Vilmar Rocha, que defendia posição de indendência em 2022, já admite a provável aliançã com o governador Ronaldo Caiado.
‘Tendência’
“Nós já dissemos várias vezes que só vamos decidir no início do ano que vem”, avalia. “Vou consultar todo o partido. Hoje, pelo que eu sinto, há uma certa tendência de apoiar o DEM, até porque é o único candidato posto, né?”, conta Vilmar à Coluna.
Pelo diálogo
Líderes e dirigentes de partidos do centrão e aliados do governo fizeram apelo ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para que modere o tom com relação à existência de fraude nas urnas eletrônicas e a defesa do voto impresso. Os articuladores buscaram a conversa depois da live da última quinta-feira (29).
Resposta
A avaliação é que Bolsonaro precisa parar de flertar com ameaças golpistas sob pena de perder popularidade por conta da pecha de radical. O presidente se comprometeu com congressistas e ministros, inclusive Ciro Nogueira, recém-nomeado chefe para comandar a Casa Civil, a melhorar o discurso. Na sequência, vieram as mnifestações no fim de semana, em que Bolsonaro voltou a atacar a realização da próxima eleição, caso não seja aprovada a comprovação impressa do voto.
Última forma
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), voltou a negar a possibilidade de aceitar pedidos de impeachment contra o presidente Bolsonaro, pelo menos por enquanto. Lira diz que o procedimento é o último dos recursos, em entrevista ao Jornal Opção.
Fantasma
Na mesma entrevista, o deputado avalia que experiências anteriores “não foram boas e foram acusadas de golpe o tempo todo” e criticou o fato de que “no Brasil, presidentes são eleitos com o fantasma do impeachment ao lado”.
A propósito
Termina hoje o prazo dado pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Felipe Salomão, para Bolsonaro apresentar “provas” de fraudes eleitorais.







