Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil/ Fotos Públicas

Os gastos com cartões corporativos da Presidência da República aumentaram 16% nos dois primeros meses de mandato de Jair Bolsonaro (PSL). O valor é comparado ao mesmo período dos últimos quatro anos. A informação é do jornal Estadão

Mesmo tendo defendido a extição do cartão corporativo durante a campanha, a nova gestão não só o manteve como foi responsável por uma fatura de R$ 1,1 milhão. A conta leva em consideração os pagamentos vinculados à Secretaria de Administração da Presidência da República, que incluem as despesas relacionadas ao presidente. 

Os valores só foram divulgados após questionamento do jornal O Estado de São Paulo à Controladoria-Geral da União (CGU). Mesmo assim, há itens que ainda são mantidos em sigilo, como a data em que a despesa foi feita, por exemplo. A argumentação da CGU é que estas informações poderiam colocar em risco a vida do presidente. 

O fim dos cartões corporativos foi uma das bandeiras defendidas pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, durante a transição de governo. Na ocasião, o ministro disse que mudanças seriam feitas com “critérios”, baseadas em consultas à Advocacia-Geral da União (AGU) e à CGU. Ao jornal Estadão, os dois órgãos disseram que ainda não foram consultados sobre o tema. 

No total, 1.846 servidores estão registrados para usar os cartões corporativos. Eles foram responsáveis por um gasto de R$ 5,3 milhões até agora em 2019.