Michael ainda acredita que o Goíás possa reverter o placar elástico da primeira final (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás EC)

A derrota por 3 a 0 para o Atlético não comprometeu apenas a final do Campeonato Goiano. Apesar de ainda ter chance de conquistar o pentacampeonato estadual, a goleada no primeiro jogo aumentou ainda mais o clima de desconfiança sobre a equipe para a Série A. Um dos alvos é o atacante Michael, que vai debutar na principal competição do país.

Destaque no acesso à elite do futebol nacional no ano passado, Michael rebateu as críticas sobre a sua capacidade e tentou tranquilizar o torcedor que está preocupado com um novo rebaixamento.

“Muitos me criticaram quando eu cheguei no Goiás de que eu não daria conta da Série B. Eu joguei! Disseram que eu não jogaria o Goiano e eu estou jogando. Agora falam que eu não vou dar conta de jogar a Série A. A minha melhor resposta vai ser na Série A, como foi na Série B e no Goiano. Como você vai calar a boca das pessoas que te criticam? É sendo humilde e fazendo elas parar para pensar e falar que estavam errados. Vou calar a boca de muita gente ainda”, disse o camisa 11

Ainda com a esperança do pentacampeonato, o Goiás precisa vencer por quatro gols ou mais diferença para ser levar o título. Se a vitória for por três gols de diferença, a decisão será nos pênaltis. Embora o rubro-negro tenha uma vantagem elástica, Michael disse que o duelo ainda está aberto.

“Tem de ter sabedoria. Acredito que vai ser um grande jogo. Não tem nada definido, temos mais 90 minutos. Da mesma forma como eles fizeram o placar, podemos fazer também. Quem errar menos vai sair com a vitória. Muitos dizem que o jogo já está definido. Se tem Mãe Dinah ou pai de santo, eu não sei. Eu só acredito vendo. É esperar o jogo de domingo e vamos saber qual o placar”, afirmou.

Sobre o técnico Maurício Barbieri, que está ameaçado no cargo, o camisa 11 saiu em defesa do treinador e pediu a sua permanência.

“Ele (Barbieri) é um paizão para mim. Ele conversa, não é dono da razão, escuta todo mundo, dá conselho e nos orienta. É um baita de um técnico, ser humano sem trairagem, honesto. Temos muito a aprender com ele, como ele também tem a aprender com a gente. Eu abraço, sim, ele. Vamos juntos sair desta situação. Não é possível que esquecemos de como jogar bola. Ele era um dos melhores técnicos do país, agora não é mais? Ninguém desaprende”, finalizou.