O presidente do Vila Nova, Ecival Martins, concedeu na manhã desta quinta – feira (16), no OBA, uma entrevista coletiva em que falou sobre a saída do meia Danilo. O dirigente não passou tantos detalhes quanto à rescisão contratual

“O acordo aconteceu com muito bom senso das duas partes. Aconteceu da melhor forma possível. Por força de contrato existe um sigilo e não posso falar de valores. O que posso afirmar de forma genérica, é que foi um acordo satisfatório para todo mundo. O Danilo foi sincero, honesto e compreendeu a situação”, disse Ecival, que aproveitou para ressaltar o legado deixado pelo meia.

“A realidade entre Vila Nova e Danilo foi um conjunto de esforços. Ele não foi bem no futebol, mas deixa um legado para os mais jovens de como um atleta deve ser. Nunca chegou um dia sequer atrasado no treino. Cumpriu sempre o que foi determinado. Ele está saindo pela porta da frente. Ficam a amizade e o respeito. Tenho certeza que pra onde ele for, sempre vai falar bem do Vila Nova”, completou.

(Foto: Divulgação Vila Nova FC)

O dirigente ainda acrescentou que a chegada de Danilo fez com que a imagem do Vila Nova fosse valorizada fora do Estado. “A marca do Vila passou ser reconhecida por ele estar aqui. O Vila sempre esteve na mídia por causa dele. Sempre valorizou a marca. Danilo trouxe um referencial de credibilidade no mercado de futebol. Eu valorizo isso”, explicou o presidente.

Questionado sobre o aprendizado que fica após ter apostado em um jogador considerado “medalhão”, Ecival Martins utilizou os seus casamentos como exemplo.

“Eu casei duas vezes. O primeiro não deu certo, mas eu não desisti e casei de novo. Se fosse pra contratar de novo, eu contrataria. A minha intenção e do Danilo foi essa. Ele não veio só pra receber salário. Ele veio acreditando. São circunstâncias que não dependeram da vontade dele e nem da nossa. Vamos continuar batalhando e vou procurar sempre fazer o melhor”.

Na coletiva, o dirigente também respondeu se está satisfeito com o trabalho do gestor de futebol Sidiclei Menezes. “Sem dúvida nenhuma. Quero enaltecer o trabalho dele. Não e fácil a tarefa de resolver situações contratuais. Ele é extremamente sério, trabalha 16 horas por dia pelo Vila Nova. A imprensa não enxerga o que deu certo no seu trabalho. Fizemos um Goiano abaixo, mas tivemos uma boa Copa do Brasil e o Brasileiro está só com três rodadas. É prematuro pra se julgar o trabalho, mas estou muito satisfeito com o trabalho e correção dele”.

A situação do atacante Matheus Anderson também foi tratada na entrevista. O jogador está emprestado ao Feirense, de Portugal, e existe a possibilidade de voltar ainda para a Série B. “Fizemos o empréstimo com opção de compra. Agora não posso afirmar se o clube vai exercer esta opção. Caso não aconteça, ele volta”, finalizou.