Para buscar sua terceira vitória no Campeonato Brasileiro da Série B, o Atlético terá um importante desfalque. Expulso na última rodada, Matheus cumpre suspensão e não enfrenta o Figueirense nesta sexta-feira (31), às 19h15, no Estádio Orlando Scarpelli.
Com Jorginho se recuperando de uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, o técnico Wagner Lopes não conta com um meia de ofício para este compromisso. Por isso, terá de improvisar um atleta na posição. Os favoritos à vaga são Pedrinho e Bustamante, no entanto, o treinador ainda não vê o paraguaio totalmente adaptado ao futebol brasileiro.
Wagner Lopes define a equipe no treino desta tarde no CT do Avaí (Foto: Paulo Marcos/Ass ACG)
“Apesar de ter passado o primeiro semestre no Novo Hamburgo, na minha visão o Bustamante ainda está em um processo de adaptação ao Brasil. Alguns termos que a gente usa, ele ainda está pegando e existe esse período de adaptação. O Bustamante é muito trabalhador, um excelente profissional, bate bem na bola, dribla, tem velocidade. É claro que a comunicação está melhorando a cada treino, eu já testei ele jogando por dentro sim, e ele está nesse processo de entendimento. Fizemos um jogo-treino contra o sub-17 e ele fez essa função para ir entendendo melhor o posicionamento. Então a gente vem colocando ele ali para se adaptar o mais rápido possível e ser o substituo natural para quem estiver jogando naquela posição”, explicou Wagner Lopes.
E o setor será bastante exigido nesta partida em Florianópolis, já que o Figueirense tem como ponto forte a defesa e sofreu apenas quatro gols nas cinco partidas da competição. A consistência defensiva é característica das equipes comandadas por Hemerson Maria, ex-treinador do Vila Nova e que hoje está à frente do Furacão.
“Acho o Hemerson Maria um grande treinador, a gente se fala sempre por telefone quando um precisa de informação do outro e eu tenho muito respeito por ele. Acho que é um excelente treinador em todos os momentos do jogo, não só defensivamente”, destacou.
Por outro lado, Wagner Lopes é conhecido por sempre montar times ofensivos, que buscam o gol desde o início da partida. Reflexo disso são os oito gols marcados pelo rubro-negro na Série B que, ao lado do Sport, tem o melhor ataque da competição. No entanto, o treinador afirma que o principal objetivo é buscar o equilíbrio entre os setores.
“E eu busco o equilíbrio, ter um time forte defensivamente e ofensivamente (…) eu entendo que você começa a defender com o atacante e a atacar com o goleiro, esse é o meio conceito de futebol. Então a fase defensiva é muito mais complexa do que a primeira linha de quatro”, concluiu.









