O governador Alcides Rodrigues inaugurou na tarde desta segunda-feira (20) o Centro de Excelência de Software do Estado de Goiás. No prédio, localizado no complexo da Secretaria da Fazenda, serão desenvolvidos softwares para toda a adminitração pública estadual, o que deve agilizar e facilitar a utilização dos sistemas em todas as pastas.

Em entrevista coletiva durante a inauguração, Alcides ainda comentou a visita do presidente Lula à Goiás nesta terça (21), o andamento do empréstimo da CELG junto ao governo federal e a candidatura de Vanderlan Cardoso (PR) ao governo do Estado.

Leia a entrevista na íntegra

O senhor está entregando muitas obras aqui na Sefaz. O que representa esse Centro de Tecnologia da Informação?

Significa que nós estamos na vanguarda do país. Hoje, nós estamos  recebendo visitas de pessoas oriundas de outros estados brasileiros que vieram conhecer o que temos aqui em Goiás. Hoje estamos entregando um moderníssimo prédio com equipamentos de tecnologia o mais avançado possível para que nós possamos ter  não só agilidade em tudo que a Fazenda faz mas o que existe de  maior modernidade, contribuindo assim para com a sociedade, a população, que tem na Secretaria da Fazenda à hora tudo o que for solicitado. Além, é claro, de fazer também uma vigilância nos postos avançados que temos, especialmente de fronteira.

O senhor que é presidente de honra do PP, que avaliação faz da desistência do candidato Renner?

Eu não tive contato com ele. Ele não me ligou. Fiquei sabendo pela imprensa. O nosso candidato, o Vanderlan, já disse que perdemos um soldado mas não perdemos a guerra. Nós vamos e estamos continuando a nossa luta e cada vez com maior entusiasmo e estamos convictos de que vamos para o segundo turno. Temos ainda praticamente duas semanas para as eleições e um número muito grande de pessoas que estão indefinidas, que estão indecisas neste momento. Não temos ainda fidelização do voto, segundo as pesquisas qualitativas, em um número expressivo. Pelo contrário, são muitas pessoas que poderão ainda mudar o seu voto.

Renner saiu alegando a falta de estrutura na campanha do Vanderlan. Foi o principal argumento que ele usou para justificar através da imprensa a saída dele. Como é que o senhor vê esse comentário?

É sabido por todos que a nossa estrutura não é uma estrutura gigantesca. Pelo contrário, nós estamos fazendo uma campanha com os pés no chão. Nós não estamos fazendo uma campanha milionária. Todos sabiam disso e sabem que a nossa campanha é uma campanha bastante franciscana. A própria imprensa pode notar isso no dia-a-dia, nas cidades, principalmente na capital, onde outros candidatos têm uma megaestrutura de campanha que chega a ser até agressiva ao visual da população goiana. Nós estamos fazendo uma campanha franciscana. Nós não temos dinheiro sobrando e nem dinheiro que ninguém sabe de onde veio. A verdade é esta. Nós temos uma campanha com os pés no chão e todos sabiam disso quando iniciamos a nossa campanha.

(Inaudível) …. vai entrar mais efetivamente na campanha?

Eu estou até mais bronzeado porque eu estou participando de todas as carreatas, estou participando de reuniões, estou participando de caminhadas. Mais que isso, só se eu me desincompatibilizar do governo, porque eu também tenho obrigação a cumprir no dia-a-dia  nas ações administrativas. Mas eu estou engajado na campanha. Neste final de semana nós fomos a quase 20 municípios, fizemos carreatas e, a cada dia, a cada cidade que passamos o entusiasmo é maior, a receptividade é muito grande, é um candidato que não tem rejeição. Então, estamos todos nós confiantes.

(Inaudível) desistência do Renner ….

Cada um sabe de si. Aqui não vai nenhuma censura a quem quer que seja. A pessoa livremente escolheu o cargo que queria disputar e livremente também escolheu não disputar o cargo. Então, nós respeitamos toda decisão de pessoas que tenham a sua própria convicção, de fazer ou não fazer as coisas. Agora, quanto à substituição nós vamos reunir com as lideranças do partido e também da  coligação para ver qual o caminho tomar com relação à substituição do nome.

Como vai ser a visita do Lula a Goiás nesta terça-feira?

É, eu vou estar com o presidente. Vou a Brasília e estaremos indo para a cidade de Porangatu e posteriormente à divisa dos dois estados, Goiás e Tocantins. E, posteriormente, em um trecho no vizinho estado do Tocantins. O presidente nos convidou e estaremos lá.

Sobre a questão da Celg, como está o andamento?

Está em andamento. Nós estamos discutindo. Já demos um  grande passo. Era um caso praticamente perdido. Demos um grande passo e estamos ultimando os preparativos pra, se Deus quiser,  ter um final feliz.

Tem algum detalhe técnico que deverá ser acertado amanhã, governador, com o presidente?

São partes técnicas que ainda temos de acertar, mas está muito bem encaminhado. O presidente tem sido um grande aliado nessa nossa luta.

O senhor está otimista?

Nós estamos, sim, otimistas com a solução deste assunto que já está até cansativo aos ouvidos de nós goianos. Todo dia na imprensa tem alguma coisa em relação à Celg. Todo dia tem alguma coisa com relação ao caso Celg. Espero que agora nós solucionemos definitivamente este caso da Celg, fazendo com que ela seja competitiva, preste um bom serviço pra sociedade. É uma empresa importante, é a maior empresa do Centro-Oeste brasileiro, é um fator de desenvolvimento, de incremento do desenvolvimento do nosso Estado. Creio que agora estaremos solucionando, ela que esteve praticamente morta e para ser sepultada.

Conseguimos junto ao governo federal um novo alento, discutimos com o Ministério da  Fazenda, com técnicos da Secretaria da Fazenda estadual, da Superintendência do Tesouro Estadual. Aliás, é um órgão governamental estritamente técnico e que tem tecido elogios constantes à atuação administrativa do Estado, principalmente na área fiscal, na área fazendária. Isso nos enche de orgulho. Esse assunto, com a aprovação do presidente Lula, nós voltamos a respirar. Assinamos um importante acordo com a Caixa Econômica Federal lá em Brasília e estamos  ultimando os outros detalhes para que nós possamos ter esse assunto definitivamente encerrado. E, mais do que isso, conseguir uma estrutura necessária para sua blindagem, para que administrações não vão à Celg sugá-la, tirar recursos. Eu nunca tirei meio centavo da Celg para pagar folha, para pagar programas sociais, para pagar isso ou aquilo e coisa até que a gente nem sabe pra onde foi. 

Mas a verdade é que eu nunca tirei meio centavo. Estamos sufocados por causa do problema da Celg, que deixamos de ter mais de 750 milhões de reais repassados através do ICMS e também para os próprios municípios. Este é o último gargalo que nós temos. Até o final do ano, creio eu, teremos a solução deste último problema de grande monta no Estado que nós temos.

Quanto à candidatura de Vanderlan, nas duas últimas semanas o senhor poderá intensificar a campanha na região metropolitana?

Posso, estarei à disposição aqui. Nos horários livres, eu estarei presente. Faço questão absoluta de estar presente.

Já foi chamado pra isso?

Já, já fui convocado.