Além da derrota para o Grêmio por 3 a 0 no último domingo (15), o Goiás desembarcou em Goiânia com a péssima notícia do falecimento de Rafael Rocha, analista de desempenho da equipe esmeraldina. Há anos no clube, o profissional tinha muita proximidade com atletas e comissão técnica e sua perda foi muito sentida pelo grupo.
Em entrevista ao repórter André Rodrigues no desembarque da delegação, o atacante Michael lamentou a morte do companheiro e revelou que Rafael foi muito importante em sua trajetória no Goiás, principalmente no primeiro ano de clube.
Michael, Goiás (Foto: Rosiron Rodrigues/GEC)
“Eu cheguei ao Goiás em 2017 e não tive ajuda de ninguém, ninguém me ajudou, mas tive ajuda dele. Além de ser um funcionário do clube, ele se importava com a equipe e com os atletas. Ele não precisava, mas sempre mandava os meus melhores e piores momentos das partidas. Ele fez tudo isso para mim, me ajudou muito, e sou muito grato a ele. Não da para acreditar que isso aconteceu, parece que a qualquer momento ele vai voltar. Não tem o que falar, só desejar força para a família que é quem sofre de verdade neste momento. Que Deus posso confortá-los”, disse.
O atacante comentou também a situação do time no Campeonato Brasileiro. Após a derrota em Porto Alegre, o técnico Ney Franco disse que precisava de reforços que jogassem pela beirada do campo, já que Michael estava sobrecarregado.
O camisa 11 disse que não se sentia sozinho, mas ressaltou: “Não creio que eu esteja sozinho, estamos um pouco longe. Mas nós iremos nos acertar agora”.
Ele ressaltou que as atuações neste primeiro turno fazem com que os adversários o vejam de forma diferente, mas garantiu que o elenco tem condições de tirar o clube da parte de baixo da tabela.
“Sinto que marcação está mais forte sim, mas Deus não dá um fardo que não se possa carregar. Se isso está acontecendo, eu creio que vou suportar. Todos que estão ali tem condições de ajudar o Goiás, assim como eu ajudo. Eu não sou melhor do que ninguém, o que sobressai as vezes é ser mais esforçado e imprevisível, fazer coisas que o adversário não está esperando. Assim como no ano passado o Ney Franco tirou a gente dessa situação confortável, eu creio que irá tirar esse ano também”.
Apesar de estar na 15º colocação, a três pontos do Z4 e sem vencer há três partidas, Michael acredita que se o Goiás conquistar bons resultados nas próximas rodadas, o clube poderá pensar até em uma vaga na Sul-Americana.
“Agora a gente precisar distanciar o mais rápido possível da zona de rebaixamento, mas também pensando em Sul-Americana. Meu pensamento é ficar entre os 10 do Brasileiro porque os pontos não estão tão longe assim, nós não estamos tão distantes, mas infelizmente nós estamos perto da zona agora e precisamos sair o mais rápido possível de lá”, afirmou o atacante às Feras do Kajuru.









