Testemunha de toda a confusão envolvendo torcedores de Atlético-GO e Vasco após o jogo entre as duas equipes neste domingo (17) no estádio Serra Dourada, o diretor de futebol atleticano, Ádson Batista, voltou a criticar a postura da polícia durante todo episódio. O dirigente chegou a ser convocado pelo Ten. Cel. Guerra, responsável pela segurança no estádio, a prestar depoimento, mas não foi preciso.
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“Eu fui cobrar dele (Guerra), de forma até ríspida, quando ele chegou lá depois de dez minutos, porque não tinha um policial, fui até deselegante, mas era pelo desespero, porque foi uma batalha campal”, revelou Ádson, em entrevista ao repórter da RÁDIO 730, Rafael Bessa. Ádson responsabilizou mais uma vez a torcida do Vasco pela confusão.
“Tudo provocado pelos marginais do Vasco, e os torcedores do Atlético não são de briga. Foi uma situação que foi muito próximo de acontecer uma tragédia. E que isso sirva de lição. Tem pessoas que convivem com a mentira, o que eu estou dizendo é a verdade, isso aconteceu”, assegurou o dirigente. “Em alguns momentos nós apenas nos defendemos, tomamos pedradas, foi uma coisa ridícula”, afirmou.
Ádson Batista reforçou que o fato ocorrido diante dos vascaínos é incomum entre os atleticanos. “Foram várias situações que não condizem com a torcida do Atlético. A torcida do Atlético é uma torcida civilizada, uma torcida que vai pra torcer, estava feliz, e a alegria e a felicidade da torcida do Atlético causa muita inveja, causa às vezes situações que é difícil de entender”, disse.
“Está difícil de fazer futebol”
O diretor de futebol aproveitou para chamar a atenção sobre a situação do estádio Serra Dourada e os arredores da arena, além das dificuldades enfrentadas pelo torcedor. “O dia que tem um jogo de maior porte é uma tragédia. Cadê a AMT? Isso é uma piada, nós estamos reféns de tudo aqui. O Serra Dourada está totalmente depredado, é tanta situação, ninguém se envolve”, atacou.
“Quem mais divulga Goiânia são os três clubes que disputam o Campeonato Brasileiro. As pessoas tem que entender que futebol é um meio muito importante e levar isso a sério”, complementou. “Está difícil de fazer futebol, muito difícil. As pessoas que fazem parte do espetáculo fazem é dificultar. O pessoal quer tirar o torcedor de campo, mas o que nós precisamos mesmo é de segurança, é de organização”, concluiu.







