Foi rejeitado no Plenário da Assembléia Legislativa nesta quarta-feira (24) o projeto de lei 2.998, de autoria da Governadoria, que modifica as Leis que regem os Planos de Carreira de Servidores do Estado. Dos 30 parlamentares presentes no Plenário, 18 votaram contra a matéria e 12 votaram a favor do projeto.

O projeto havia sido aprovado em primeira votação por unanimidade, no mês de outubro, e agora foi rejeitado em segunda apreciação. O projeto, portanto, vai para o arquivo. 

Presidente da casa e aliado do governador eleito Marconi Perillo, Helder Valim (PSDB) alega que o projeto foi derrubado por falta de informações. “O governo não trouxe à Assembléia os dados que os deputados precisavam para analisar os impactos que a aprovação deste projeto poderia trazer”, argumentou. “Não tivemos a condição de votar com a consciência necessária”, completou.

No entanto, o líder do governo, Ernesto Roller (PP) contesta esta afirmação. “ “Este argumento deles é pífio. O projeto está há quase 60 dias na casa e no dia da votação, o deputado vem dizer que precisa de manifestação da procuradoria, tendo votado favorável em 1ª votação. Por que não pediu isso antes?”, questionou nesta terça-feira, em entrevista à RÁDIO 730.

Sem quorum

A terça-feira (23) foi de polêmica na Assembléia Legislativa devido a tentativa de votação do projeto. Servidores do DETRAN, uma das categorias que seria beneficiada,  lotaram as galerias da casa.

Os governistas afirmam que o projeto não terá impacto nas contas do Estado, já os tucanos argumentam que o projeto foi apresentado no curso do processo eleitoral.

Pelo menos 30 parlamentares estavam em plenário no momento da leitura do projeto, mas o bloco contrário à matéria foi esvaziando aos poucos a casa. Ficaram apenas 16 parlamentares. Resultado: Não houve quorum.