Falar em desemprego, falta de dinheiro e dificuldades financeiras tem sido comum nessa pandemia. Mas e quando a crise atrapalha quem está empregado, e vê sua produtividade ameaçada? O planejador financeiro pessoal da Real Cultura Financeira, João Gondim, afirma que a primeira mudança precisa ser comportamental, e deve partir de cada um.

“A dívida não acontece só em um momento, mas acontece em decorrência de um comportamento que a pessoa tem em relação ao dinheiro, seja por não se planejar, seja por considerar o limite do cartão como parte do recebimento, seja porque a pessoa decide sair loucamente aproveitando grandes oportunidades”, afirma. “E aí não tem final do ano, isso acontece ao longo do ano inteiro”, complementa.

Para João Gondim, a educação financeira precisa começar a fazer parte da vida dos brasileiros, e que essa mudança beneficia não apenas colaboradores, como também as próprias empresas.

“Quando você começa a associar finanças pessoais, as partes mais pragmáticas do dinheiro de fato, com a parte comportamental, que é como você lida e administra as suas emoções e o seu dinheiro, você começa a beneficiar toda a cadeia. Tanto o colaborador que tem a sua vida melhorada em termos de qualidade vida, que consegue realizar sonhos, sair das dívidas, quanto as empresas, que de fato começam a ter ganhos financeiros porque o colaborador tem qualidade de vida e começa a gerir melhor o seu dinheiro”, analisa.

Segundo João Gondim, planejamento e organização são a chave de um dia a dia sem estresse, ainda que falte dinheiro em algum momento da crise.

“O importante nesse momento é ter consciência de que é uma passagem transitória, que você vai se adaptando cada vez mais à crise, a momentos difíceis, e quando passar você estará muito mais preparado e vai conseguir lidar com esses problemas de forma muito mais leve e tranquila. O importante, do ponto de vista financeiro é se planejar, organizar suas finanças para que a ausência do dinheiro não cause esse estresse além da pandemia”, conclui.

Acompanhe a entrevista na íntegra a seguir