Após a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil conquistada na noite da última quarta-feira (17) contra o Galvez-AC em Cuiabá, o Atlético Goianiense desembarca em Goiânia na manhã da próxima sexta-feira (19) sem saber se poderá ou não continuar suas atividades.

O decreto publicado pelo governador Ronaldo Caiado na última terça-feira (16) proíbe a realização de qualquer atividade esportiva nos próximos 14 dias, o que provocou inclusive a paralisação do Campeonato Goiano. A decisão preocupou os clubes que têm calendário para a sequência da temporada e que entendem que duas semanas sem treinamentos traria enorme prejuízo físico e técnico para os atletas.

“Foi uma atitude que eu vejo de maneira muito negativa para o futebol goiano, que tem feito as coisas de acordo com o protocolo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e respeitado todas as normas. O futebol tem contribuído muito para não deixar essa pandemia aumentar no nosso meio. Nós não fomos ouvidos, queríamos ter discutido, mas eu entendo que virou um pouco de política, as pessoas não entendem o seguimento”, disse o presidente do Atlético-GO, Adson Batista, à Sagres.

“Nós estamos para disputar uma competição Sul-Americana representando nosso estado. Se a gente parar de treinar 15 dias, teremos muitos problemas e muitas dificuldades. Espero pelo menos bom senso para que a gene possa treinar no nosso CT que eu sei que é muito seguro, sanitizado e onde são feitos todos os exames. Essa é nossa esperança”, completou.

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Por conta das dificuldades logísticas de viajar para fora do estado e depender de aeroportos, a delegação rubro-negra fez um treino regenerativo na manhã desta quinta-feira (18) em Cuiabá, viaja para Campinas onde passará a noite, chegando em Goiânia apenas na manhã seguinte. A princípio não haverá atividades no CT do Dragão.

“Vou consultar nosso (departamento) jurídico, posteriormente o prefeito Rogério Cruz que tem sempre nos atendido, para entendermos melhor essa situação porque não podemos correr nenhum risco. Nós precisamos treinar e preparar melhor para que possamos ter condições de competir bem no mês de abril”, explicou o dirigente.

Mesmo com a esperança de que poderá manter os treinos no CT do Dragão localizado no setor Urias Magalhães, Adson Batista não descartou que possa levar a equipe para outro estado se as atividades continuarem vetas nesses 14 dias de revezamento do decreto.

“Nós vamos buscar alternativas, não tenha dúvida disso. Não podemos parar de treinar porque seria trágico. Estou discutindo estratégias junto com a comissão técnica. Na esfera política ninguém contribui em nada para ajudar de alguma forma o futebol profissional goiano e não somos ouvidos, ninguém discute. Nós gastamos ‘horrores’ com exames, o clube é sanitizado a todo mundo e temos procurado contribuir de forma positiva para não deixar essa pandemia trazer algo negativo para o futebol. Dento do clube é o lugar mais seguro e a gente entende dessa forma”, revelou.

O presidente atleticano garantiu estar avaliando outros locais, mas reiterou a confiança de que a preparação dentro dos clubes será retomada nos próximos dias.

“Vamos tentar em algum local que tenha segurança e estrutura. Estamos avaliando alguns locais, mas espero a sensibilidade do prefeito Rogério Cruz que vem nos atendendo da melhor forma possível porque entende também que o futebol é um lugar seguro. Eu não entendo porque o futebol foi colocado nessa situação porque não tem torcedor e são poucos os envolvidos em jogos. As pessoas não visitam os centros de treinamentos, conhecer os clubes, para tomarem uma decisão acertada”, concluiu.