A 5ª Vara de Família de Goiânia enfrenta dificuldade para prestar atendimento ao público devido à falta de funcionários. A questão foi divulgada pelos próprios servidores, que fixaram uma nota de esclarecimento explicando a situação.
A nota diz: “Através do presente, informamos a atual e real situação desta escrivania. Contamos com aproximadamente 17 mil processos físicos, e 970 processos digitais em tramitação. A Escrivã titular encontra-se em licença maternidade, retornando as atividades somente em agosto. Estão lotados nesta serventia apenas quatro escreventes judiciários. Os dois pró-jovens aqui lotados não tiveram contratos renovados. Contávamos com nove estagiários, divididos entre os dois turnos, quatro deles rescindiram seus contratos de estágio no inicio do corrente mês. Obtivemos o auxílio do grupo de apoio e do Programa Atualizar no decurso dos últimos meses, porém isso representou um mero paliativo, não importando em mudanças estruturais. Já foram feitos diversos ofícios à direção do Fórum informando a situação e solicitando o encaminhamento de servidores, estagiários e pró-jovens. Sem obter êxito até a presente data, é indubitavelmente impossível tão poucas pessoas conseguirem realizar adequadamente a tramitação processual do acervo cartorário, razão pela qual solicitamos a compreensão de todos e informamos que a planilha de atividades que vinha sendo regularmente cumprida tornou-se praticamente inviável ante a carência de pessoal. Agradecemos a compreensão”.
Esta nota foi fixada na própria 5ª Vara de Família de Goiânia. O repórter Rubens Salomão foi até a 5ª Vara e conversou com algumas pessoas que frequentemente buscam consultar processos que tramitam na escrivania.
Wilton Thiago, de 27 anos, explica que apenas um servidor pode realizar o serviço que ele deseja, e que muitas vezes, este funcionário não está no local.
“O atendimento está bem prejudicado. Quando eu tenho tempo, fico mais horas, mas às vezes eu chego e pergunto pelo pessoal responsável, e se eles não estão eu já vou embora”, relata.
Thaís de Castro, de 25 anos afirma que normalmente não espera muito, mas percebe a dificuldade de atendimento da 5ª Vara.
“As pessoas aqui realmente tem dificuldade de atendimento pela falta de funcionários. Há muitos processos para pouca gente”, declara.








