O deputado federal Elias Vaz e presidente do PSB em Goiás tenta organizar uma frente ampla no Estado para ter palanque contra o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), em 2022. Em entrevista à Sagres, o político afirmou que tem mantido conversas com PT, PV e PCdoB e depois pretende ver a possibilidade de ampliar essa frente de oposição. “É preciso alargar um pouco o espectro do que nós chamamos de forças democráticas. Não dá para a gente pensar que só a esquerda é capaz de derrotar o Bolsonaro, isso é um equívoco que pode favorecer a continuidade desse desgoverno”, declarou.
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A necessidade de fechar a questão com os partidos de esquerda antes se dá pois Elias Vaz disse que não pretende ter desencontros com essas legendas. “Nós queremos saber quem a gente pode procurar, em conjunto, com a concordância dos quatro”, explicou.
Elias afirmou ainda que com essas siglas, a frente já terá uma “força razoável”, com 20% do tempo de TV da propaganda eleitoral. Além disso, é preciso buscar um nome consistente para concorrer ao governo de Goiás nas eleições 2022. “O Zé Eliton (PSB) tem colocado o nome dele, mas sempre diz que não quer impor nada, quer que seja natural. Tem o nome do Wolmir Amado (PT) que precisa ser respeitado também”.
Elias não fechou as portas para Gustavo Mendanha (Patriota), desde que o ex-prefeito de Aparecida não escolha apoiar Bolsonaro. “Vai depender dele. Eu tenho um carinho pelo Gustavo, que fez uma grande administração em Aparecida, democrática, ampla e dialogou com todos. Ele não tem nada a ver com Bolsonaro, só ver o comportamento dele na pandemia. Mas, evidentemente, o PSB não caminhará com quem apoiar Bolsonaro”, alertou.
Aquisições do Exército:
O deputado federal Elias Vaz identificou alguns itens adquiridos pelas forças armadas que, segundo ele, causam “estranheza”, como cerveja, picanha, filé mignon, salmão e, mais recentemente, Viagra. “Foram oito processos de compra que totalizaram 35 mil comprimidos de Viagra”, detalhou o presidente do PSB que também disse ter encontrado a compra de próteses penianas: “Com relação às próteses, o preço chama atenção porque fica entre R$ 50 mil e 60 mil, cada”.
O caso da cerveja, que, tinha marca indicada para a compra, foi constatada no ano passado. Segundo Elias, o Ministro da Defesa à época, Braga Netto, disse que mandou interromper as compras e reconheceu que o pagamento deste produto, por parte do poder público, não era justo.
Elias Vaz contou ainda que há a suspeita de superfaturamento em vários desses casos encontrados e destacou que não é toda a corporação. “Por exemplo, em Goiás, nunca localizamos nada. Isso está concentrado em alguns locais como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e alguns estados do nordeste”.
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Assista a entrevista no Sagres Sinal Aberto:










