A Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep) fiscalizou e descobriu uma fraude na frequência dos presos da Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

No sábado passado, foram verificadas 23 frequências de presos assinadas, mas com presenças dos internos não confirmadas, o que demonstra indícios de possível corrupção de servidores do presídio.

De acordo com o diretor João Carvalho Coutinho Júnior, tudo indica que algumas assinaturas foram falsificadas e, em outros casos, o preso assinou, mas não pernoitou no presídio.

Os casos verificados pela fiscalização da Diretoria de Segurança são referentes ao alojamento do galpão onde todos os presos têm autorização para trabalhar durante o dia.

As fichas de frequência adulteradas serão encaminhadas para o 1º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia para abertura de investigação criminal e a presidência da Agsep determinou a abertura imediata de Procedimento Administrativo Disciplinar para investigação sobre a ocorrência e responsabilização dos servidores envolvidos.

Em 10 dias, essa foi a segunda realizada no Semiaberto de Aparecida de Goiânia. De acordo com João Júnior todas as informações repassadas pelo Serviço de Inteligência da Agsep estão sendo verificadas, o que, segundo ele, têm contribuído para o sucesso das operações.