Foto: Rubens Salomão/Rádio 730

Nesta segunda-feira (10), o Jornal 730 da Rádio 730 começou uma rodada de entrevistas com os vereadores que assumem a Câmara de Vereadores de Goiânia, a partir do dia primeiro de janeiro. O primeiro entrevistado foi o vereador eleito do PT com 4.963 votos, Felizberto Tavares. “Sou um retirante do Oeste da Bahia que veio para Goiás no início da década de 80, morou em área de risco, estudou em escola municipal, morou em casa de estudante universitário, passou em alguns concursos federais e exerce hoje a função de inspetor da polícia rodoviária federal e é do movimento sindical”, se apresentou.

Ouça a entrevista na íntegra: {mp3}Felizberto_Tavares{/mp3}

O vereador eleito explica que a vitória se deu na região onde ele trabalha e cresceu Região Leste da capital, Vila Pedroso e adjacentes e as categorias representativas de classe dos diversos segmentos, público e privado. “Nunca tive nenhuma vinculação política eu sempre militei acompanhando e apoiando, mas nunca exercei nenhum cargo comissionado. Não tenho nenhuma vinculação com o que a sociedade acha de inadequado no meio político. Tivemos grande dificuldade de conquistar o voto, porque a sociedade espera uma conduta que muitas vezes não é aquela que está se apresentando”, ressaltou.

De acordo com Felizberto o mandato dele tende a ser uma renovação porque todos participarão inclusive a imprensa. “Tive um apoio moral de toda a imprensa. Sou vereador de fato, mas ainda não sou de direito. Acredito muito no prefeito Paulo Garcia, tive um contato com ele, e eu vi que ele é uma pessoa de fácil acesso e que discute amplamente as ideias. Eu acredito que elas mudanças vem ao encontro do que necessita os munícipes”, salientou.

“Eu sou geógrafo, fiz um curso de especialização em planejamento urbano onde toda reestruturação dos centros urbanos, um dos requisitos primordiais trata-se de mobilidade urbana. Goiânia conduz os moradores da periferia para os centros, então quase todos os problemas se resolvem em regiões centrais. Esta tendência inclusive por falta de espaço. Precisamos reunir uma equipe multidisciplinar para fazer uma radiografia, diagnóstico do que devemos enfrentar. Temos que dissuadir o transporte individual, melhorar o transporte coletivo e dar outra alternativa para que as pessoas se movimentem”, explicou.