O Goianésia foi derrotado pelo Atlético por 3 a 0 no último domingo (28) no estádio Valdeir José de Oliveira, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Goiano. O lance que chamou a atenção foi a expulsão do atacante Nonato aos 23 minutos do primeiro tempo ao colocar a mão na bola duas vezes seguida e receber dois cartões amarelos.
Nonato concedeu entrevista à Rádio 730 nesta segunda-feira (29) e assumiu o erro e diz estar triste com a situação. “Foi um erro infantil que aconteceu, eu assumo meu erro, nunca fugi, e ontem em um jogo decisivo daquele não podia acontecer. Estou tão triste quanto os torcedores que foram ao estádio nos incentivar”, afirmou.
Ele recebeu dois cartões amarelos em duas vezes que colocou a mão na bola. Ele aponta que o principal erro foi ter colocado a mão na bola no primeiro lance, isso porque ele explicou que colocou a mão na bola na primeira vez por querer, mas na segunda ele foi deslocado e não tinha intenção de cometer o mesmo erro.
“No primeiro lance eu coloquei a mão na bola por querer, no segundo lance não, eu fui desequilibrado. Quando o Madson bateu a bola na área, o Ricardo Jesus me deslocou e eu fui para meter a cabeça e levei a mão junto e acabei tocando com a mão na bola. O juiz interpretou daquela maneira e me expulsou”, relatou.
Nonato revelou que não conseguiu dormir em função do erro que cometeu na partida. “Eu estava muito motivado, estava empolgado como sempre. Não estava com 100% das minhas condições físicas, mas nunca pedi para ficar fora do jogo. Eu estou triste, arrependido, estou chateado, não consegui dormir porque foi uma coisa lamentável”, frisou.
Henry Lauar
Depois da partida, o atacante Alekito e o meia Romerito se mostraram insatisfeitos com as atitudes do técnico Henry Lauar. Romerito reclamou da substituição durante a partida e inclusive tirou satisfação com o treinador na hora que saiu do campo. Alekito se mostrou insatisfeito de ter ficado no banco de reservas. Nonato falou sobre o caso e ressaltou que o ambiente entre os jogadores sempre foi tranquilo.
“Para o jogador que não joga ele vai estar sempre chateado com o treinador. Com relação ao Romerito, ele é um cara de 38 anos que tem a vida feita, mas ele nunca se acomodou. Foi a vontade de querer ajudar que acabou levando ele até aquela situação. Mas alguns jogadores nunca estão satisfeitos porque acham que merecem jogar. Entre nós jogadores o ambiente sempre foi agradável”, destacou.
Ouça a entrevista concedida à Rádio 730: {audio}images/stories/audio/2013/Abril/Nonato_por_tel._DEB._INTERATIVOS-Ronair{/mp3}






