A Confederação Brasileira de Futebol realizou na última segunda-feira uma reunião com todos os times da Série A e B para debater sobre a dívida das equipes. O encontro definiu um plano para possibilitar a aprovação do projeto de lei de Responsabilidade Fiscal (antigo Proforte). A CBF e os 40 clubes que participaram da reunião aguardam o texto final para ser votado no Congresso Nacional.
O projeto visa o parcelamento da dívida dos clubes em virtude da situação financeira que eles se encontram. A Federação Goiana de Futebol (FGF) e os dirigentes dos clubes do estado de Goiás estavam presentes no evento.
A criação de um Código de Ética, para combater o aliciamento de jogadores nas divisões de base foi outro tema proposto na reunião. O Código, que impede os times de tomarem atletas das categorias de base de outros clubes, foi aprovado pelos 40 presidentes das Séries A e B e só precisa ser aprovado pelos clubes das Séries C (20 equipes) e D (41 equipes). A equipe que não cumprir o Código poderá ficar por até dois anos fora das competições amadoras da CBF.
Integraram a mesa diretora da reunião o presidente da CBF, José Maria Marin, o vice-presidente, Marco Polo Del Nero, os deputados Jovair Arantes (vice-presidente do Atlético), Guilherme Campos, Valdivino de Oliveira (Presidente do Atlético), Rodrigo Maia, Vicente Cândido, Marcelo Matos, Benedita da Silva, o presidente do Coritiba, Vílson Ribeiro, e o diretor da Rede Globo, Marcelo Campos Pinto.
O vice-presidente e futuro mandatário da entidade, Marco Polo del Nero, aprovou o encontro e a união dos clubes com a CBF nesse momento delicado do futebol brasileiro:
“Foi extremamente positivo, uma vez que conseguimos trazer os clubes para a Confedereção para que eles se manifestem e coloquem seus pontos de vista sobre diversos assuntos, principalmente na questão financeira. A reforma do Pró-forte, com o financiamento da dívida e que pune os clubes endividados de maneira severa, com perda de pontos e rebaixamento, vai ser importante nesse ponto. Foi um grande passo para dar ética ao futebol”, declarou.







