A Polícia Civil prendeu uma idosa de 77 anos, um advogado de 36 e outras duas pessoas, no momento que tentavam sacar  uma precatória de 35 mil reais em um banco.

Os suspeitos já estavam sendo investigados e foram liderados por um advogado oriundo de São Paulo que, inclusive, possui antecedentes criminais no estado de Goiás. Com eles, a polícia apreendeu documentos e comprovantes de endereços falsos.

Acompanhe a reportagem de Jerônimo Junio:

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Mayana Rezende, chefe do grupo de repressão a estelionato e outras fraudes da Delegacia Estadual de Investigação Criminal (DEIC), explicou como funcionava o golpe. “Primeiro, alguém tinha que ter essa informação privilegiada de que um precatório foi liberado, de quem seria esse beneficiado e os dados pessoais dessa pessoa. A partir daí, você procura pessoas que têm a idade aproximada, consegue confeccionar o documento falso para que essa pessoa vá até a agência bancária e se passe por essa pessoa. A partir daí é solicitar o resgate desse precatório e levar o dinheiro”.

De acordo com Mayana Rezende, o advogado Alex  Fernandes Pereira é o suspeito de ser responsável pelo golpe. “Ele detinha a informação privilegiada. Procurou pelo Adolfo, que também foi autuado em flagrante, dizendo que precisava de uma pessoa para se passar por um beneficiário de um precatório e ele, então, indicou a mãe, que é uma idosa de quase 80 anos, e que topou participar do golpe, sabendo que iria receber 10% do valor que fosse resgatado. O Wanderson, que também foi autuado em flagrante, foi o responsável por falsificar os documentos que foram apreendidos em poder da senhora que se passava por beneficiária”.

Segundo a chefe do grupo de repressão a estelionato e outras fraudes, a quadrilha já teria tentado aplicar o golpe na mesma agência. “O banco já contabiliza alguns resgates fraudulentos, então já estão monitorando há algum tempo”.

*Com informações de Jerônimo Junio