08 de julho de 2014. O Brasil todo se preparava para uma semifinal de Copa do Mundo, jogando em casa, contra a Alemanha. Forte mas que já havíamos vencido na final da Copa de 2002. A empolgação era visível e todo o país confiava em uma passagem para a final. Mas o que aconteceu nem o mais pessimista brasileiro poderia imaginar.

Um futebol envolvente e, para nossa dor, extremamente competente dos adversários contra um jogo desorganizado e completamente perdido dos brasileiros. Placar final, 7 a 1 para a Alemanha. Um ano depois, o que mudou no futebol brasileiro com essa dura lição, além do nome do presidente da Confederação Brasileira de Futebol? Substituindo José Maria Marín, hoje preso na Suíça por corrupção na Fifa, Marco Polo Del Nero comenta a tragédia:

“Posso opinar também como torcedor e a realidade é que foi uma verdadeira tragédia. Na época preferi não falar nada. Mas analisando hoje, olhando como presidente da CBF e em uma visão maior, entendo que houveram erros para a escolha de jogadores para a Copa América. Foi lindo bater a Espanha por 3 a 0 na Copa das Confederações. Mas passou um ano até a Copa do Mundo e a convocação foi a mesma. Alguns haviam caído de produção”.

Além do erro na convocação de Luis Felipe Scolari, para Marco Polo Del Nero o Brasil também contou com muito azar. Ele analisa os recentes confrontos entre Brasil e Alemanha e não tem dúvida ao afirmar que na maioria dos casos, o Brasil teria vantagem: “Tenho a impressão que se jogarmos 10 vezes com a Alemanha, ganharíamos 5 ou 6 e não teria nenhuma goleada parecida. Mas aconteceu o 7 a 1 e infelizmente não temos refazer isso”.

Apesar de dizer que irá lamentar eternamente a maior goleada sofrida pela Seleção Brasileira, Marco Polo Del Nero vê dias melhores para o Brasil e confia na volta por cima de nossa seleção.