O Atlético tinha conquistado uma posição bastante confortável na tabela de classificação do Brasileirão Série B até pouco tempo atrás. O time chegou a ter 12 pontos de frente à zona do rebaixamento e bastava uma vitória apenas para fugir de vez do perigo. Porém, nas últimas rodadas o Dragão perdeu fôlego e com a falta de vitórias, o fantasma da Série C está de volta.
O último revés foi em um duelo direto, contra o Macaé, que reanimou o time carioca na luta pela manutenção. Com a vitória o time chegou a 42 pontos e saiu da zona do rebaixamento, empurrando o Ceará, com 41. O Dragão tem apenas 43, ou seja, passou a estar diretamente ameaçado. O diretor de futebol, Adson Batista, lamenta toda essa situação:
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“Infelizmente nós é que proporcionamos isso, agora não pode ir para o desespero. Precisamos ter equilíbrio e recuperar o lado psicológico. Estávamos com a situação praticamente resolvida na competição mas o time sentiu, alguns jogadores abaixaram a cabeça nos momentos difíceis e futebol não é brincadeira”.
Para o diretor, a falta de atenção e seriedade com a folga conquistada na tabela lá atrás foram fatores decisivos para o time voltar a viver sob ameaça:
“Isso é reflexo do que vínhamos falando há umas cinco rodadas atrás para levar tudo com seriedade, futebol é surpreendente. Jogador fazendo de conta no treinamento toda hora, já em ritmo de férias. Deu no que deu, a bola pune e agora vamos ter que juntar os cacos e com humildade fazer um outro jogo de vida ou morte”.
Novamente como a temporada passada, o Atlético fará o duelo de vida ou morte na Série B. Ano passado o time se safou ao vencer o Guaratinguetá em casa, que foi o próprio rebaixado no lugar do Dragão. Agora o jogo do sufoco será contra o Oeste, já que na última rodada o time vai até a Bahia encarar o Bahia, que luta por G-4. Pelo menos essa é a aposta de Adson:
“Temos grandes chances porque ganhando do Oeste a situação se resolve, praticamente nos garantimos, mas temos que fazer o resultado. O time deles tem a mesma pontuação e luta também contra a degola, mas estaremos na nossa casa e com a nossa torcida. Nesse momento todo mundo tem que ser frio, manter o equilíbrio”, finaliza.







