O Atlético Goianiense, assim como o Vila Nova, já está com sua vida definida em 2015. O Dragão se manteve na Série B, enquanto o Tigre foi campeão da terceirona e garantiu sua volta à segunda divisão. O Goiás agora é quem trabalha para definir sua situação e, respirando por aparelhos, ainda luta contra o descenso na Série A, o que o colocaria junto aos rivais em 2016.

E enquanto os vilanovenses estão secando o Verdão com todo o gosto, o Atlético, pelo menos no que depender de sua diretoria, não vai torcer contra o Goiás. É o que garante o diretor de futebol rubro-negro, Adson Batista:

Mais do Dragão:
Marllon confirma que renovação com Atlético está próxima: “Falta assinar”
 
Atlético estuda três nomes para treinador e começa definições sobre o elenco
Conselho aprova parceria para reforma e Atlético terá Antônio Accioly no Goianão

“Não torcemos para descenso de nossos co-irmãos, não torço contra ninguém porque isso volta contra a gente mesmo. Seria importante Goiás ter um representante na Série A, mas, se o Goiás cair, vai aumentar muito o grau de dificuldade da competição e a representação do campeonato vai se elevar para todos nós, por conta da rivalidade”.

Caso o rebaixamento do Goiás se confirme, Adson diz que não vê o rival com tanta vantagem sobre Atlético e Vila só por conta do quesito dinheiro. O diretor avisa que para um trabalho ter sucesso, não basta apenas ter uma receita avantajada:

“Não adianta só ter dinheiro, o Bahia tinha 60 milhões e não subiu. Precisa de ter um trabalho altamente profissional e planejado, ter uma estrutura de equipe e de diretoria clara e bem definida. O Atlético já tem muita experiência na Série B e a cada ano que passa estamos mais experientes para fazer um bom trabalho”.      

ATLÉTICO VERSÃO 2016

Já começando o planejamento para a próxima temporada, o diretor de futebol explica que a tendência é que o time faça diferente ano que vem e mantenha os principais jogadores e, só depois, vá ao mercado de negociações para trazer reforços pontuais:

 “Há algumas situações que nós temos que analisar com cuidado, mas o Atlético do ano que vem vai ter um base desse atual. Depois disso definido é que nós vamos para o mercado buscar reforços para qualificar o nosso grupo. Já tenho meus conceitos e minhas convicções, que vão me nortear na formação do novo elenco”.

Adson rechaça também a ideia de fazer uma previsão de objetivos:

“Não vamos prometer acesso ou título, não trabalho com esse tipo de situação. O que posso prometer é um time aguerrido, um elenco sério que vai lutar sempre e representar bem não só o Atlético, mas como o futebol goiano. Da forma com que está se desenhando agora, a Série B ano que vem vai ser muito difícil”, finaliza.