O Atlético abre o Campeonato Goiano de 2016 no próximo sábado, dia 30, contra o Crac de Catalão no estádio Serra Dourada. Comandando todos os preparativos do time na pré-temporada, o treinador Wagner Lopes participou ao vivo do programa Debates Esportivos, da Rádio 730, para falar mais sobre sua volta ao Dragão e as perspectivas para essa nova passagem.
Contente com a sua volta e plenamente satisfeito com as peças que tem no elenco atual, o treinador diz também que se surpreendeu positivamente com a evolução do Atlético fora de campo. Pra ele, a organização interna do clube pode ajudar e muito na evolução e consolidação de seu trabalho:
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“Melhorou em todos os aspectos, principalmente na organização interna. O staff é maior para nos ajudar, temos um especialista em cada setor do clube, isso nos dá melhores condições de trabalho. O planejamento é que eu chegue com um projeto a longo prazo, fortaleça a base do clube e desenvolva as metodologias minhas e do Atlético. Temos muito trabalho pela frente”.
Wagner ressalta que segue trabalhando forte na preparação para o Campeonato Goiano e, mesmo a poucos dias da estreia, revela que ainda não está satisfeito com o rendimento da sua equipe, mas que confia na franca evolução de suas ideias e de seus jogadores:
“Ainda não tivemos uma movimentação ideal, mais próxima, com triangulações. Queríamos o Viçosa mais próximo do meio. Ainda estamos em um processo de evolução, mas cobro muito a intensidade de jogo. Estamos adquirindo ritmo e igualando fisicamente os atletas, isso tudo atrapalha no rendimento em campo, mas precisamos acertar ainda. Não estou satisfeito”.
Um dos pontos que faz parte desse projeto a longo prazo de Wagner Lopes no comando técnico do Atlético é o desenvolvimento da base e a revelação de jovens. No atual grupo alguns jovens já estão inseridos, casos de Luiz Fernando, Eduardo, Juninho, Denílson e Balotelli. Wagner garante que está de olho e que vê potencial nesses atletas:
“A minha ideia é que, com o desenvolver do trabalho e dos conceitos, eu conquiste a confiança dos atletas e comece a direcionar o trabalho dos jovens. Eu enxergo neles capacidade para se firmarem no profissional, observo o gesto técnico deles, o raciocínio em campo. Temos que ter tempo para orientar esses jovens atletas, para isso, preciso ter a confiança deles também”.
Sobre a disputa no Goianão, Wagner não se esguia do fato do Atlético se inserir sempre entre os favoritos ao título e vê, inclusive, isso como uma obrigação do clube por conta do peso da camisa. Mas, ele evita falar sobre os adversários e diz que o Dragão briga, primeiramente, contra ele mesmo pelo título.
“A gente mal consegue cuidar da nossa vida, quiçá a dos outros. Temos que olhar para nós mesmos, resolver nossa parte e só depois ficar de olho nos adversários. O foco mesmo está no que temos que fazer e evoluir. Precisamos sempre estar querendo gravar nosso nome na história do clube e é isso que passo para esse grupo”.







