Na tarde dessa quinta-feira, o treinador Márcio Fernandes pediu demissão do Vila Nova, pois recebeu uma proposta muito superior financeiramente do Botafogo-SP. Em entrevista coletiva, o técnico se despediu do Tigrão. “Tomei a decisão hoje ao meio-dia. Não tinha nada pensado, mas são coisas inexplicáveis. Todo profissional tem de saber sua hora e alguma coisa me disse que chegou a hora”.

Márcio justificou o motivo de escolher o time paulista. “O que me leva para lá foi a mesma coisa que me trouxe aqui: um projeto, que vejo uma grande condição de mostrar meu trabalho. Estamos saindo para uma coisa que entendemos que será boa. Ruim é sair com o clube nos mandando embora. Sentimos muito porque foi um ano de convívio com pessoas maravilhosas, do presidente até a tia da cozinha. Encontramos muita gente perdedora quando chegamos aqui, mas conseguimos mudar o pensamento”.

O treinador alvirrubro analisou qual o legado que deixa após um ano no comando do Vila Nova. “O legado é colocar, pelo menos, seis garotos no time de cima. Ainda falta alguma coisa para que os garotos virem titulares, mas o torcedor já conhece alguns jogadores, como o Roger, o Dudu e o Patrick. Isso faz com que o Vila possa ter uma confiança e que num futuro bem próximo possa usufruir das negociações, além dos títulos conquistados no ano passado”.

O técnico ressaltou que deixa o Vila em uma boa situação no estadual. “De maneira alguma estamos deixando preocupação para a diretoria, pois deixamos o time com folga de quatro pontos do quarto colocado. Independente do resultado de domingo, o Vila seguirá no G-4. Diferente de quando cheguei aqui, muito pressionado para vencer o Anápolis logo na estreia”.

Márcio analisou os pontos positivos e negativos que o Tigrão estava apresentando nesse começo de temporada 2016. “Contente eu estava, pois o grupo estava fazendo o melhor. A defesa estava bem, mas o ataque estava deixando a desejar. Sempre gostei de jogar em cima do adversário, mas tem de trabalhar de acordo com o que a gente tem. Pelo número de contusões, acabamos ficar um pouco chateados, nervosos”.

Márcio Fernandes admitiu que o Vila Nova precisa fazer um grande esforço financeiro na temporada, mas valorizou o trabalho feito pela diretoria, capitaneada pelo presidente Gutemberg Veronez. “Do jeito que o Guto pegou o Vila, tinha de ser um cara diferenciado e ele é. Nossa diretoria merece reconhecimento. O esforço que nosso presidente faz para tocar o clube é uma coisa fantástica, sobrenatural, com muita luta para conseguir verbas, arrumar o clube. Talvez, daqui 3 meses, o time consiga um respiro, ao receber as cotas de televisionamento”.

Por fim, Márcio enalteceu a torcida do Vila e contou qual seu único arrependimento em relação ao time colorado. “O dia que o Vila estiver na primeira divisão, o estado de Goiás terá um campeão brasileiro na série A, porque os adversários também vão se esforçar mais. Essa massa que o Vila tem não pode ficar em divisões menores. Um arrependimento de não ter vindo antes para o Vila”.