Quase 20 anos depois do impeachment do ex-presidente Fernando Collor no Congresso, os argumentos jurídicos que garantiram a absolvição dele pela justiça viraram um paradigma para os réus do mensalão.
Collor foi acusado de corrupção passiva e absolvido pelo STF em 1994.
Dos 38 réus do mensalão, 10 são acusados de corrupção ativa, 12 de corrupção passiva. Para caracterizar esses crimes, é preciso demonstrar que uma vantagem indevida foi oferecida, recebida ou solicitada por um agente público para que ele fizesse algo no cargo.
O caso collor é citado pela defesa de figuras centrais do mensalão, como o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o empresário Marcos Valério.
O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva tem motivos para se preocupar com a imagem dele com esse julgamento do mensalão, mesmo tendo encerrado o mandato com mais de 80% de popularidade.
Lula é mencionado apenas duas vezes, em notas de rodapé, na denúncia do ministério público federal que descreve o esquema que teria sido organizado pelo PT para comprar apoio político para o seu governo no congresso.
Não há provas de que ele tenha participado ou autorizado o suborno de parlamentares, e o próprio delator do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson, sustenta que Lula não sabia de nada.








