No dia 7 de junho de 2014, um dos maiores ídolos da história do Goiás e do Internacional se foi. Fernando Lúcio da Costa, o Fernandão, faleceu em Aruanã, interior do estado, vítima de um acidente de helicóptero, que também vitimou outras quatro pessoas. Em homenagem a um dos maiores jogadores goianos de todos os tempos, a Rádio 730 e o Portal 730 dão início a uma série de matérias especiais sobre o atleta, que foi revelado (e ídolo) no Goiás, brilhou por Olympique de Marseille, Toulouse, Al-Gharafa e São Paulo, e foi eternizado no Internacional.
E um dos grandes companheiros do atacante foi Clemer. O ex-goleiro e hoje treinador atuou junto com o ídolo durante toda a (histórica) passagem de Fernandão pelo Internacional, de 2004 a 2008. Juntos foram campeões do Campeonato Gaúcho (2005 e 2008), da Copa Libertadores da América (2006), do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA (2006), da Recopa Sul-Americana (2007) e da Dubai Cup (2008).
Acompanhe a entrevista de Clemer:
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Um dos principais amigos durante a carreira de Fernando, Clemer concedeu entrevista ao repórter Juliano Moreira, da Rádio 730 e falou sobre o “Capitão América do Internacional”. “É muito fácil de falar do Fernandão. Foi profissional, foi amigo e me ajudou muito nessa carreira vitoriosa pelo Internacional. Conseguia agregar todos. Nosso capitão. Um cara que eu sempre respeitei muito. Aprendi bastante com ele, que era muito família também. Todos esses predicados retratam bem quem era o Fernandão, tanto dentro de campo quanto fora dele”.
Primeiro contato
“Muita gente acha que foi quando ele veio para o Inter. Cheguei em 2002 e ele em 2004. Mas, na verdade, foi em 1995, quando disputei o Campeonato Brasileiro pelo Goiás e ele estava surgindo, vindo muito bem na base. Depois voltou para o Brasil e veio para o Internacional, onde concretizou mais a nossa amizade aqui”.
Importância do Fernandão na conquista do título mundial em 2006
“Era o nosso ponto mais forte. Além de ser o capitão, era o nosso líder. Muito inteligente, sabia a hora de chamar a atenção, a hora de dar uma freada. Tomava a frente de tudo. Foi muito importante para que a gente conquistasse o que conquistou.
Você não faz o capitão, ele nasce capitão. Quando ele falava as pessoas paravam para escutar. O líder é assim. Quando ele chegou, não estava em condições físicas de jogar, foi para o banco em um Grenal, entrou e fez o gol mil (da história do confronto). Então, se vê que foi um cara predestinado. Para achar um outro Fernandão, como capitão aqui no Inter, vai ser muito difícil”.
Como recebeu a notícia do falecimento do Fernandão?
“Eu estava dormindo em casa. Recebi a noticia umas 6h, 7h da manhã, quando um cara da Rádio Gaúcha me ligou. Achei que ele estava de brincadeira, até por ser uma noticia daquela em um momento daquele. Até o momento que eu reclamei com o cara, falei ‘isso é hora de ligar, com uma brincadeira dessas?’, e ele disse ‘não, Clemer, é sério. Desculpa ligar nessa hora’. Eu fiquei sem fala e desliguei o telefone. Logo chegaram algumas mensagens do clube (Inter) confirmando. Até hoje é difícil acreditar, tenho a impressão de que, a qualquer momento, ele vai chegar aqui e chamar pra gente sair, pois sempre fomos muito amigos, de sair juntos pra almoçar, de ir no shopping, de viajar. Minha família sempre se deu muito bem com a dele.
A vida tem coisas que a gente não consegue entender, mas é deixar nas mãos de Deus, porque os pensamentos Dele são muito mais altos que os nossos. Até hoje fica aquele sentimento que o Fernandão nunca faleceu”.
O que falar para os filhos dele?
“Ele foi um exemplo. De pai, de família, de amigo, de líder e companheiro. Se eu pudesse falar com ele hoje, pediria desculpa por alguma coisa que eu fiz que pudesse ter o entristecido porque ele era um cara muito cem por cento, muito amigo. É difícil falar algo dele porque eu particularmente era amigo pessoal dele. Tanto que até hoje não consigo assimilar a morte dele. A gente começa a falar e relembrar algumas coisas”.









