É quase consenso entre treinadores, jogadores e a imprensa que o Goianão 2014 foi um dos piores quanto ao nível técnico apresentado, algo que serviu até para deixar os estádios mais vazios que em anos anteriores. O Goiás, com toda superioridade, deixou a competição menos competitiva e até mesmo o presidente da Federação Goiana de Futebol (FGF), André Pitta, reconhece o abismo que foi criado do time esmeraldino para as outras nove equipes.

Em entrevista à Rádio 730, Pitta entende que, além do Atlético, adversário esmeraldino na grande decisão do Campeonato, outro time que chegou próximo de ameaçar o Goiás foi a Anapolina. Mesmo reconhecendo o favoritismo do Goiás, o presidente da FGF acredita que o Atlético renasceu de vez na semifinal e aposta em duas finais de muito equilíbrio, sem apostar em um deles como campeão.

“Esse abismo eu acho que ficou menor em relação somente à Anapolina, que fez uma boa campanha e chegou forte. Infelizmente, quando chega na hora de decidir, pega um Atlético, que tem uma camisa muito forte, que pesa e que fez uma partida acima da média, a melhor partida do Atlético no campeonato e conseguiu um resultado maiúsculo. O Goiás, em todos os momentos, era muito favorito, mas agora acho que começa um novo campeonato”

Outra situação que incomodou foi a baixa presença de público ao longo da competição, cerca de 40% abaixo do que foi no ano passado. O maior público sequer aconteceu na capital, no Serra Dourada, e sim no Jonas Duarte, nó ultimo domingo, entre Anapolina e Atlético, com 8.792 pagantes.

Essa baixa procura pode ter sido motivada pela ausência da promoção Nota Show de Bola, que troca notas fiscais por ingressos, sucesso nos últimos anos, mas que não foi disponibilizada em 2014. Pitta tentou esclarecer toda a burocracia que a FGF teve de enfrentar nesse ano e, até por isso, afastou qualquer chance da promoção ser ativada para os dois jogos da final.

“Acho muito difícil, em virtude do processo estar em andamento no Gabinete Civil até hoje. Existe uma parte burocrática muito grande, principalmente se tratando de um ano eleitoral, onde se discute a legalidade ou não do convênio em virtude da legislação eleitoral. Como é um ano que vamos ter eleições de governador, deputados e senadores, isso pode criar um tipo de insegurança jurídica, mas a Procuradoria Geral já está andando o mais rápido com esse processo pra definir a possível liberação”