Depois do reajuste nos preços dos medicamentos, que entrou em vigor no início de abril, farmácias estão registrando falta de vários itens nas prateleiras, problema que tem atingido também as unidades hospitalares.
Sobre o assunto, o presidente da Associação dos Hospitais Particulares de Alta Complexidade (Ahpaceg), Haikal Helou, disse em entrevista à Sagres nesta segunda-feira (11), que tem percebido a falta de medicamentos e que a situação é preocupante.
“Nós temos percebido a falta de medicamentos, como analgésicos, alguns antibióticos, relaxantes muscular. Os tratamentos nem sempre são concluídos nos hospitais, muitas vezes eles continuam em casa, nos consultórios, e se em algum destes momentos faltar medicação, todo o tratamento pode ficar comprometido”, afirmou.
Questionado se a falta de medicamentos seria pela elevação dos preços e também pela falta de matérias primas nas indústrias, Haikal Helou explicou que boa parte dos insumos vem do leste europeu, que no momento passa por uma guerra entre Ucrânia e Rússia.
“A guerra ajuda no processo inflacionário, tudo ficou mais caro, combustível, transporte, o que causa aquele efeito cascata. Outro problemas é que 95% das IFAS vem da China, que vem colocando várias cidades em lockdown. Toda vez que a China espirra nós temos uma pneumonia, ou seja, dependemos muito da economia chinesa” avalia Haikal.
Confira a entrevista completa:
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