Sagres em OFF
Rubens Salomão

Após pressão de produtores goianos, Senado aprova venda direta de etanol aos postos

O plenário do Senado aprovou a medida provisória (MP) que permite a venda direta de etanol das usinas para os postos de combustíveis, sem precisar passar pelas distribuidoras. Como a matéria iria caducar nesta quinta-feira (9), os senadores optaram por referendar o texto enviado pela Câmara dos Deputados, sem qualquer modificação.

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Com isso, ficou de fora da versão final uma permissão para a venda de produtos de qualquer marca em postos bandeirados (com o logo de uma marca), a chamada “bomba branca”. O texto segue agora para a sanção presidencial. O projeto foi editado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) diante da alta dos combustíveis, mas a avaliação no setor é de que o efeito será reduzido ou quase nulo no preço ao consumidor.

A proposta atendeu a pressão de produtores de etanol do Nordeste e de Goiás, que há anos tentavam aprovar a liberação para venderem sua produção direto para os postos. Ainda assim, a aprovação da MP representou uma derrota para a equipe econômica. Isso porque o texto original do Executivo retirava a isenção de PIS/Cofins para cooperativas do setor de etanol, mas os deputados optaram por suprimir o dispositivo da MP.

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Foto: Baixo estoque provocou aumento no preço do etanol. (Crédito: Sifaeg)

Derrota

No Senado, a esperança do governo era recuperar esse artigo, mas não houve tempo hábil para essa articulação. Segundo fontes do governo, o impacto nas contas públicas é de aproximadamente R$ 550 milhões.

Ofendidos

A sessão da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) foi encerrada nesta quarta-feira (8) por conta de discussão entre parlamentares, que quase chegou às vias de fato. O deputado Major Araújo (PSL) entrou em confronto com Amauri Ribeiro (Patriota), com troca de xingamentos. A sessão ficou insustentável quando Major chamou Amauri de “boneca”.

Origem

O que desencadeou a discussão foram dois vídeos de Humberto Teófilo, em que o parlamentar criticava colegas em votações de um projeto (dele) relacionadas ao ICMS e sua redução. Deputados da base se revoltaram com Humberto e chamaram de “fake news” as gravações.

Foto: Amauri Ribeiro se indignou com fala de Major Araújo e sessão na Alego foi encerrada. (Crédito: Divulgação)

Pressão

“Quando estiver abastecendo, lembre desses deputados, em especial, no dia das votações”, diz Humberto em trecho de um dos vídeos ao mostrar os parlamentares que, segundo ele, “enterraram” o projeto que reduziria as alíquotas do ICMS. Em outra gravação, ele afirmou que, no plenário, passou uma matéria que proíbe a redução do imposto.

Defesa

Major Araújo, por sua vez, fez uso da tribuna para defender o direito de Teófilo em gravar os vídeos. “Eu assumo os meus votos. Nunca votei e nem importei de mostrar. Publica o meu voto”, disse enquanto era rebatido por Amauri à distância. “Pode esbravejar, votou contra a sociedade”, continuou Araújo.

Propaganda

O Senado aprovou, nesta quarta-feira (8), um projeto que retoma a propaganda partidária fora do período eleitoral no rádio e na TV. Com a proposta, as legendas voltarão a ter acesso a inserções nas emissoras para divulgar suas atividades e até mostrar seus candidatos. A propaganda partidária foi extinta em 2017, sendo mantido apenas o horário gratuito em período de campanha.

Autoria

Agora, em projeto liderado pelo PL, partido ao qual o presidente Jair Bolsonaro se filiou recentemente para disputar as eleições de 2022, a proposta recebeu aval de deputados e senadores e será encaminhada para sanção do presidente da República. Pelo projeto aprovado, a propaganda partidária será divulgada fora do período de campanha, incluindo o primeiro semestre do ano eleitoral, em horário nobre, entre 19h30 e 22h30.

Como seria

Serão inserções de 30 segundos no intervalo da programação normal das emissoras. Inicialmente, o Senado havia aprovado o projeto com uma medida para turbinar o Fundo Partidário e destinar os recursos do financiamento para bancar as inserções.

Recursos

A verba na conta das legendas poderia chegar a R$ 7 bilhões em 2022, somando os recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral. A Câmara, porém, alterou esse dispositivo e retirou o aumento do Fundo Partidário. Da forma com o texto foi aprovado, a propaganda dos partidos será custeada com renúncia da cobrança de impostos das emissoras, gerando queda na arrecadação.

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