O Atlético encerrou no último domingo a sua participação na temporada 2011 com exibição de gala. Diretoria, funcionários, comissão técnica, jogadores e torcida tem mais alegrias que tristezas para relembrar durante todo este ano. Como último post neste ano, pretendo fazer um balanço sobre o ano rubronegro e destacando alguns pontos que mais me chamaram a atenção.

Antes de mais nada, é importante ressaltar o inédito título de bicampeão goiano, a permanência na elite do futebol nacional pelo terceiro ano consecutivo e a conquista da vaga a Copa Sul Americana. Como fracasso, fica a eliminação na segunda fase da Copa do Brasil para o Coritiba que posteriormente se transformou em uma das sensações do futebol brasileiro com a sequência de 26 vitórias e o vice-campeonato da Copa do Brasil.

GOIANÃO

Sem poder contar com o estádio Antônio Accioly com precárias situações em uma das arquibancadas e com a possibilidade de construção da nova arena, o Atlético mandou seus jogos no estádio Serra Dourada. Começou a temporada com o time reserva que iniciou a pré-temporada mais cedo que o time titular. Com sete vitórias em oito jogos, foi apenas uma questão de tempo para o Atlético confirmar o favoristimo.

Na primeira fase foram 18 jogos com 12 vitórias e seis derrotas e a garantir da vantagem nas fases decisivas com quatro rodadas de antecedência. As quatro últimas rodadas da primeira fase foram marcadas por uma intensa preparação física de todo o grupo e o sabor amargo de quatro derrotas consecutivas. Na semifinal venceu as duas partidas contra a Anapolina. No clássico com o Goiás, empatou os dois por 1 a 1 e levou o título inédito

COMPETIÇÕES NACIONAIS

Depois de realizar uma grande campanha na Copa do Brasil 2010, muito se esperava onde o Atlético chegaria nesta edição. Na primeira fase eliminou o Brusque-SC com  uma vitória magra no estádio Serra Dourada. Caiu na fase seguinte diante do Coritiba-PR com duas derrotas. Muitos nem se importaram com a derrota e a consequente eliminação por entenderem que ela poderia atrapalhar a preparação para o Brasileiro e outros tantos atribuem a esta competição o sofrimento de 2010.

No Brasileirão começou surpreendendo com a vitória diante do Coritiba por 1 a 0 (gol de Marcão) no estádio Couto Pereira. Ficou bastante caracterizado pelas atuações seguras fora de casa e pelo péssimo aproveitamento jogando dentro do Serra Dourada nas primeiras dez rodadas. A partir da saída de PC Gusmão, o time cresceu e se tornou a grande sensação do campeonato quando conquistou cinco vitórias consecutivas. Com antecedência assegurou a vaga na próxima edição e a vaga inédita na Copa Sul Americana.

CONTRATAÇÕES

Em 2011, o diretor de futebol do Atlético, Adson Batista, acertou a contratação de 23 jogadores. Nove para a disputa do Campeonato Goiano, na ordem que chegaram: Felipe (atacante), Bernardo (zagueiro), Preto (meia), Anderson (zagueiro), Elvis (meia), João Carlos (goleiro), Welton (meia), Bida (meia) e Vitor Jr (meia).

Para o Brasileiro chegaram: Renato Augusto (volante), Anselmo (atacante), Felipe Brisola (meia), Leonardo (zagueiro), Gerson (lateral), Rafael (goleiro), Thiaguinho (meia), Rafael Cruz (lateral), Adriano Pimenta (meia), Ernandes (lateral/volante), Joilson (meia), Dodó (volante), Marino (volante) e Rogério (zagueiro).

Dos 23 jogadores, apenas quatro deles não terminaram a temporada: Preto, Elvis, João Carlos e Gerson. Um bom aproveitamento da diretoria que conviveu com a dura batalha de procurar o bom e barato.

CINCO MELHORES E CINCO PIORES

Eu aponto os cinco piores jogos e os cinco melhores da temporada. Começo pelo lado ruim:

– Brusque 3×2 Atlético, Atlético 2×3 Aparecidense, Palmeiras 2×0 Atlético, Atlético 0x3 Atlético-PR e Corinthians 3×0 Atlético.

Os cinco melhores são:

– Atlético 4×2 Anapolina, Flamengo 1×4 Atlético, Atlético 3×0 São Paulo, Santos 1×1 Atlético e Atlético 2×0 Botafogo.

TÉCNICOS

Três treinadores passaram pelo comando técnico da equipe, sendo que mais três interinos também comandaram a equipe. Por causa de um tumor de René Simões, Alfredo Montesso assumiu o comando no início do Campeonato Goiano. Retornou e não era mais o mesmo da temporada anterior. Uma grande pessoa, muito inteligente e estudioso, merece um grande titulo para marcar a carreira e deixar este estigma de pegar apenas clubes escapando do rebaixamento.

Coutinho assumiu em um jogo do estadual, antes da chegada de PC Gusmão. Começou um trabalho intenso de preparação física sob comando de Jorge Sotter (pra ser bem sincero é o grande responsável pela sustentação do trabalho do PC). Perdeu alguns jogos no inicio. Na hora “H” venceu o Goianão. No Brasileiro, o time oscilava entre grandes apresentações fora de casas e grandes fracassos em casa. A doença do pai de Gusmão acabou o afastando do comando da equipe. PC Gusmão teve um péssimo ano pra falar a verdade. Colecionou vexames no comando do Vasco. Depois da saída dele, o time engrenou e chegou como uma das grandes equipes do futebol brasileiro. Ocorreu o mesmo no Atlético e no Sport.

Jairo assumiu o período em que PC estava afastado. Foi com o Jairo que o time iniciou a arrancada no Brasileirão. Foi uma grata surpresa. Sem criações mirabolantes, levou o Atlético a saída da zona do rebaixamento na base da simplicidade. Hélio dos Anjos chegou e levou o time a cinco vitórias seguidas e o sonho de chegar até uma competição internacional. Esse sim salvou o ano sob o comando do Atlético.

FINANÇAS E ESTRUTURA

Em 2011, o Atlético ampliou o estacionamento interno para funcionários e jogadores. Também ampliou o estacionamento externo e remarcando as faixas. Inaugurou a moderna e mais ampla academia e o novo vestiário de atletas e comissão técnica. Além disso, fez aquisição de equipamentos para o departamento médico, fisioterapia, fisiologia e nutrição. O grande segredo para o sucesso do time com praticamente todos os atletas a disposição do treinador. No próximo ano existe a expectativa da construção de duas piscinas cobertas, ampliação do estacionamento externo e o redimensionamento dos campos dentro da área do CCT.

PÚBLICO

O torcedor está crescendo e isto já reflete dentro do estádio. Em 2010, na Série A, o Atlético tinha a média de 7890 pagantes. Nesta temporada, sendo o único representante goiano, a média subiu para 10.024. Um aumento de quase 30% no público médio dos atleticanos. Parabéns aqueles que decidiram ser mais frequentes.

ESTE É MEU ÚLTIMO POST. ESTAREI DE FÉRIAS NO MÊS DE DEZEMBRO. DESEJO A TODOS OS LEITORES/INTERNAUTAS UM FELIZ NATAL E UM ILUMINADO 2012 !!!!!!!!!

GRANDE ABRAÇO…