O ex-deputado federal, presidente do Progressista em Goiás, Alexandre Baldy, disse à Sagres 730 nesta terça-feira (11), que sua prisão foi “desnecessária”, “abusiva”e sequer teve direito de prestar esclarecimento. Baldy foi preso, na última quinta-feira, durante operação Dardanários da Polícia Federal, que investiga desvios na área da saúde envolvendo órgãos federais.
“Respeito as decisões, respeito as colocações que foram feitas. Mas como cidadão eu fico profundamente indignado, porque eu não fui investigado, não fui questionado, não fui convocado para fazer qualquer tipo de esclarecimento. Então todas as colocações, que são falsas, colocadas dentro de um processo de delação premiada, corroboram para que pessoas que cometeram atos ilícitos para que estejam em liberdade e pessoas que sequer foram investigadas, que não tiveram direito de se defender, sofrem uma injusta situação”, disse.
Empresários da área da saúde afirmaram em delação premiada, que Alexandre Baldy havia facilitado pagamentos do Governo de Goiás à organização social e ajudado a resolver pendências na gestão do Hospital de Urgência do Sudoeste. De acordo com Baldy, a acusação é uma inverdade e que nunca teve qualquer tipo de atuação sobre Hospital de Urgência.
“Eu estava ministro de Estado na ocasião dessa delação premiada, portanto, nós assistimos no Brasil toda operação que foi feita com o próprio presidente da República, acredito que essa situação pode ter estimulado outros cidadãos que cometeram ilícitos a poderem buscar alternativas para não cumprirem suas penas”, disse. “Reafirmo que essa colocação de que houve interferência para ajudar sobre o Hospital de Urgência do Sudoeste, isso é uma inverdade que eu nunca tive qualquer tipo de atuação sobre Hospital de Urgência”.
Baldy foi solto na madrugada do último sábado, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. O ministro afirmou, em sua decisão, que a prisão temporária não pode ser utilizada como prisão para averiguações nem para forçar a presença ou a colaboração do imputado em atos de investigação ou produção de prova, em conformidade com a presunção de inocência e o direito à não autoincriminação.
Baldy afirmou que sua família sempre foi contrária à sua vida pública e que está vivendo um momento de reflexão se continua ou não na vida pública. “No momento como esse, que a gente que tem patrimônio, família, esposa e filhos, a gente se sente violado, se sente atacado, como eu disse, sequer sendo investigado, sequer sendo chamado para esclarecer, porque tenho um avião, como eu comprei? Porque eu tenho uma casa em Brasília, como eu comprei? Porque eu tenho um apartamento em São Paulo, como eu comprei? Se eu pudesse ter esclarecido isso para não ter acontecido tamanha violência contra um ser humano que é pai de família, que tem um nome e honra pela sua família e que deseja estar na vida pública por um ideal”, disse. “Então é uma reflexão profunda e eu peço muito a Deus para que possa me ajudar a entender se vale a pena, de fato, estar na vida pública”.







