Ao menos quatro entidades representativas do movimento pela habitação em Goiânia assinaram documento enviado ao prefeito Paulo Garcia (PT) em que pedem a destinação de áreas centrais para novos programas habitacionais na Capital. A principal reivindicação é que seja acatada emendas ao projeto que desafeta 18 áreas públicas na cidades. A mudança incluiria no texto, áreas que poderiam ser usadas pela prefeitura e pelo governo estadual para a construção de condomínios populares.

O ex-vereador e chefe do Gabinete de Apoio Parlamentar do Estado, Maurício Beraldo, que também é presidente metropolitano do PSDB, esteve na Câmara Municipal para buscar a alteração. Ele destaca o déficit habitacional na cidade e as políticas que deveriam ser implementadas. “O déficit habitacional de Goiânia é muito alto, porque milhares de famílias do Nordeste e do Norte do Brasil vieram para trabalhar na construção civil nos últimos anos. Nós estimamos que hoje o déficit habitacional é de aproximadamente 70 mil famílias. Por isso que nós estamos cobrando da Câmara Municipal a colocação de áreas públicas para construção de moradias populares,” detalha.

A bancada da prefeitura rejeitou, no plenário da Câmara, emendas apresentadas pelo PSDB e aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça que buscavam a destinação de áreas a projetos de habitação. A recusa foi uma resposta ao fato de a bancada tucana votar de forma contrária ao projeto do Paço.

Agora, a líder do governo, vereadora Célia Valadão (PMDB), garante que a discussão na Câmara está aberta. “Nós temos toda a boa vontade. Somente, neste momento não temos condição de dizer de que maneira resolveremos isto. Agora nós estamos dispostos ao dialogo para encontrar uma solução,” salienta.

O projeto de desafetação de 18 áreas públicas foi aprovado em primeira votação no plenário da Câmara e agora é analisado pela Comissão de Habitação da Casa. Os membros realizam uma série de vistorias em cada região, antes de realizar audiências públicas sobre a matéria.