O presidente da FIFA, Joseph Blatter, abriu na tarde desta segunda-feira (01), no Rio de Janeiro, um encontro que reúne representantes da FIFA, do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL) e do governo federal para traçar um balanço da Copa das Confederações, encerrada no domingo com a vitória do Brasil por 3 x 0 sobre a Espanha, no Maracanã. Foram 16 partidas entre oito seleções, com o tetracampeonato brasileiro. Antes, a Seleção havia vencido em 1997, 2005 e 2009.
“Somos fãs do futebol e o que vi ontem nunca tinha visto. Certamente há diferentes condições que precisam existir pra que eventos como esse sejam realizados, mas certamente o Maracanã tem algo de excepcional. É possível compará-lo a um templo. E ontem pudemos compartilhar essa sensação”, afirmou Blatter, que ressaltou a presença dos atuais campeões mundiais e os pentacampeões, a torcida cantando o hino até o fim da primeira parte mesmo depois de o sistema de som silenciar e o bom desempenho dos árbitros. “A final aqui no Brasil ajudou a escrever história. A Copa das Confederações não foi um ensaio para a Copas, mas um verdadeiro torneio de campeões”, disse.
Blatter fez questão de ressaltar a qualidade do esquema de segurança montado para o evento e falou que o legado efetivo virá no ano que vem, com a Copa do Mundo da FIFA 2014. “Quero elogiar muito o trabalho da segurança, o profissionalismo e a colaboração de todos, que nos permitiu uma competição fabulosa. Vou embora feliz e muito otimista para o ano que vem. Antes da Copa ainda teremos o sorteio final, na Bahia, e a reunião do Comite Executivo, que permite novo contato direto com o governo brasileiro”, disse.
Desafio cumprido
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, fez um rápido balanço das ações do governo federal para garantir o sucesso da Copa das Confederações, durante evento no Rio de Janeiro para traçar um panorama do torneio, na manhã desta segunda-feira (30.06). “Eu creio que, para além da grande festa do futebol que tivemos ontem no Maracanã, o Brasil cumpriu um grande esforço para a realização de um dos mais esperados eventos esportivos do mundo, que é a Copa das Confederações. O país foi cobrado para que desse conta dos estádios modernos, atrativos, para receber o torneio, e também para que garantisse a segurança de todos”, afirmou.
Aldo Rebelo também citou os requisitos de transmissão de imagens e dados e os compromissos relacionados ao sistema de mobilidade urbana, aeroportos e hotéis. “Creio que cumprimos esses desafios. Claro que em nenhum pais do mundo esses desafios são cumpridos em 100%, mas conseguimos responder, não só no futebol, mas também na organização”, afirmou.
De acordo com o ministro, outro desafio, em meio às manifestações democráticas exigindo direitos, foi garantir a segurança de manifestantes, torcedores e delegações. “Não creio que ninguém se molestou pelas manifestações. Elas ocorreram porque vivemos em um país democrático. Se houve excessos, foi por atos de vandalismo. Mas é importante que, com as manifestações, aprendemos a antecipar problemas e legados para a Copa, com melhorias em transportes, segurança pública. Tudo isso podemos aperfeiçoar. Da mesma forma, criar uma estrutura para o futebol que aumente a participação do Brasil no PIB mundial do futebol, valorize o esporte como plataforma de desenvolvimento social, melhore a estrutura dos clubes, para que crianças tenham espaço de ascensão social, pelo talento técnico, com essas modernas arenas”, disse.













