Sagres em OFF
Rubens Salomão

Caiado defende prazo máximo para União Brasil se definir sobre corrida presidencial

Governador e presidente regional do União Brasil, Ronaldo Caiado voltou a se esquivar quando o assunto é a disputa presidencial deste ano. Questionado pela Sagres, Caiado preferiu não apresentar qualquer preferência entre as opções de pré-candidato a ser apoiado pelo novo partido e estabeleceu o prazo da Justiça Eleitoral como adequado para a decisão. “Esse assunto vai ser tratado no dia 5 de agosto, às dez horas da noite”, definiu. A data e horário representam o momento limite estabelecido no calendário eleitoral para a realização das convenções partidárias.

O novo partido segue divido internamente, entre lideranças dos antigos DEM e PSL, entre os possíveis apoios a Sergio Moro (Podemos), João Doria (PSDB) e Simone Tebet (MDB), depois que a pré-candidatura de Luiz Henrique Mandetta não encontrou viabilidade política. O governador comemorou a oficialização da nova legenda pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e indicou que, pela relevância da sigla, o União Brasil tem prazo e posicionamento para escolher e não ser escolhido.

“Está nascendo o maior partido do país! O TSE aprovou por unanimidade a criação do União Brasil, agremiação que reúne pessoas, propósitos e ideais conectados com um projeto de desenvolvimento para o Brasil. O Democratas e o PSL, juntos, têm espírito público e capacidade para entregar o que a nossa gente deseja. E nosso partido nasce grande também em Goiás, com quadros qualificados e aquela determinação que vocês já conhecem para lutar por nosso Estado”, comemorou o governador pelas redes sociais.

Foto: Ronaldo Caiado discursa ao entregar reforma das GOs 050 e 164. (Crédito: Lucas Diener)

Federação

Entre as possibilidades, o União Brasil se aproxima de oficializar uma federação com o MDB. A informação foi confirmada ontem pelo deputado federal Luciano Bivar (PE), que era presidente do PSL e tem agora o comando do novo partido.

Lados

O ajuntamento com emedebistas ainda divide opiniões, principalmente entre lideranças nacionais do antigo DEM, em pelo menos cinco estados. Em Goiás, o apoio é claro, dada a relação estabelecida com o MDB, que tem Daniel Vilela como pré-candidato a vice-governador ao lado de Caiado.

Avanço

“Já está bem avançado com o MDB. O MDB está consultando suas bases, assim como o União Brasil também está consultando suas bases. Não chegou nesse estágio ainda em outros partidos. Mas o MDB e o União, por si só, já dará uma grande força, e a gente pode ter uma representatividade extremamente significativa no novo Congresso Nacional que se fará em 2023”, afirmou Bivar.

Foto: Presidente do UB, Luciano Bivar, em jantar com Sergio Moro, ainda em 2019. (Crédito: Divulgação)

Fico!

A possibilidade de o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro trocar o Podemos pelo União Brasil está descartada, segundo interlocutores do pré-candidato a presidente. Moro deu garantia às lideranças do Podemos que ficará no partido, pelo qual disputará a Presidência. O ex-juiz, inclusive, vai protagonizar os anúncios da propaganda partidária do Podemos.

Licitação

Um novo modelo de concessão de saneamento básico, que combina os serviços de água, esgoto e resíduos sólidos, começa a ser testado nesta sexta-feira (11), com o leilão de um contrato em São Simão, em Goiás.

Experiência

O projeto, estruturado com apoio da Caixa, está sendo visto como um “laboratório” do formato, que deverá ser replicado em outras regiões. A concessão prevê aproximadamente R$ 50 milhões de investimentos ao longo de 35 anos de contrato.

Foto: Imagem aérea da prefeitura de São Simão. (Crédito: Prefeitura/Divulgação)

Resíduos sólidos

A principal obra será a implantação de um aterro sanitário na cidade, cuja destinação de lixo hoje é inadequada. Trata-se de um projeto pequeno, já que o município tem cerca de 20 mil habitantes. No entanto, a operação é considerada bastante complexa, por seu modelo inovador.

Ao ataque!

O senador Luiz do Carmo (sem partido) foi para cima de Henrique Meirelles (PSD), em meio ao acirramento da disputa de pré-campanha pelo Senado. O ex-deputado estadual passou a acusar o secretário da Fazenda de SP de não assumir posicionamento ideológico à esquerda e de esconder os vínculos com o governador de São Paulo, João Dória (PSDB) e com o ex-presidente Lula (PT). Luiz Carlos, claro, busca tirar de Meirelles apoio da fatia bolsonarista do eleitorado.

Argumento

“Meirelles, mesmo depois de ser eleito deputado por Goiás e não assumir para ser ministro do governo PT, o mais corrupto da história, agora quer usar os goianos novamente para ser senador, escondendo que é cabo eleitoral de Lula e Dória. Agora o senhor não nos enganará mais”, disse o ex-suplente de Ronaldo Caiado.

luiz carlos do carmo

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