Na décima reunião da CPI que investiga possível envolvimento de autoridades e políticos goianos com o contraventor Carlinhos Cachoeira e a atuação das empresas Delta e Gerplan no Estado, a comissão recebeu o depoimento de Cláudio Abreu, ex-diretor regional da empresa Delta Construções na manhã desta quinta-feira (5). No entanto, respaldado por habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), ele ficou em silêncio durante quase todo o depoimento.

Os deputados-membros da CPI aprovaram durante a reunião, o requerimento que pede a quebra dos sigilos bancário, fiscal, SMS e telefônico do atual e do ex-prefeito de Catalão, Velomar Rios (PMDB) e Adib Elias Júnior, respectivamente.

Abreu

Cláudio Abreu é suspeito de formação de quadrilha e corrupção, e, nas investigações da Polícia Federal para a Operação Monte Carlo, ele é flagrado em escutas telefônicas com o contraventor Carlinhos Cachoeira, negociando contratos de obras para a construtora em que trabalhava. Ele foi detido durante a operação Saint-Michel, um desdobramento da Operação Monte Carlo, que resultou na prisão de Cachoeira.