Representantes dos 40 clubes das Séries A e B se reuniram nesta segunda-feira (28) em São Paulo (36 presencialmente e 4 por vídeo) e ouviram propostas de grupos interessados em participar da organização da Liga. Em entrevista ao repórter da Sagres, André Rodrigues, o vice-presidente de futebol do Goiás Esporte Clube, Harlei Menezes, esteve na reunião e elogiou a iniciativa.

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“Tenho convicção que foi a melhor reunião de todas que já participei. Tive a oportunidade de ir em várias reuniões, não só na CBF como também em reuniões presidenciais. Ontem eu achei a melhor de todas, porque houve realmente uma união dos clubes e uma sintonia. Basicamente ficou definida a participação dos clubes da Série B com a Liga. Inclusive, todos fazendo essa adesão de que todos estarão juntos na briga por um futebol melhor. Claro, respeitando a hierarquia da CBF e tudo aquilo que precisa ser respeitado. Mas sem dúvida nenhuma, com uma mudança para melhor do futebol brasileiro”. afirmou.

Segundo informações divulgadas pelo site globoesporte.com, três grupos apresentaram sugestões. Um dos grupos é liderado pelo advogado Flávio Zveiter e por Ricardo Fort, ex-executivo da Coca-Cola; outro é coordenado pela consultoria KPMG; e um terceiro é organizado pela empresa Livemode.

As empresas apresentaram ideias semelhantes, mas com estruturas distintas. Ambas visam a captação de alguns bilhões de reais para refinanciamento das dívidas dos clubes e uma reestruturação das Séries A e B do Brasileirão, além da criação de novas receitas.

“A Liga vai organizar as competições, como disse, respeitando sempre a hierarquia da CBF. Para que tenhamos uma nova busca de receita, uma divisão melhor daquilo que será arrecadado. Se fala em uma situação financeira totalmente diferente para os clubes brasileiros. Há o entendimento de que o futebol brasileiro é o que mais exporta jogadores, (o Brasileirão) é considerado um dos campeonatos mais difíceis do mundo e essa qualidade e todo esse potencial também precisa ser revertido na forma de recita para os clubes. Essas são as decisões que a Liga quer tomar a frente”, declarou Harlei Menezes.

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O grupo liderado pelo advogado Flávio Zveiter e por Ricardo Fort, também sugeriu mudanças na forma de acesso e descenso. Com apenas três clubes rebaixados da Série A para a Segunda Divisão. Na Série B, os dois primeiros subiriam, com o terceiro e quarto disputando um playoff pela terceira vaga na elite do futebol nacional.

Além disso, a temporada teria uma pausa no meio do ano. Outra proposta é que as equipes da nova liga disputem os Campeonatos Estaduais com equipes sub-20, evitando a extinção das competições regionais.

No entanto, o vice-presidente de futebol do Goiás frisou que ainda há muito o que ser discutido e os se reunirão novamente. “É importante salientar que são apenas as conversas iniciais. Muita coisa precisa ser discutida e organizada. O próximo passo é uma nova reunião, que deve acontecer neste mês de julho. E aí sim, definiremos todas as diretrizes para aquilo que será buscado. Porque precisam ser criados um estatuto, uma diretoria, tudo isso começará a ser discutido na próxima reunião”, revelou.

Harlei Menezes destacou ainda que os clubes não pretendem entrar em conflito com a Confederação Brasileira de Futebol. Segundo o dirigente, o objetivo é que os clubes tenham uma voz mais ativa e que o futebol brasileiro possa ter divisões mais justas.

“Vamos chamar a CBF para caminhar junto, para que a entidade entenda a necessidade de mudanças para o crescimento do futebol brasileiro. A forma que o futebol está sendo conduzido, está matando os clubes brasileiros”, ressaltou.

Em relação aos times goianos, além da participação do vice-presidente de futebol do Goiás, a reunião desta segunda-feira (29) também contou com a presença do vice-presidente do Vila Nova, Leandro Bittar e com o diretor administrativo do Atlético Goianiense, Doutor Marcos Egídio. A próxima reunião acontecerá no mês de julho, em Brasília.