Sem compromisso neste final de semana, após o empate em 1 a 1 com o Flamengo, no último sábado (14), o Atlético Goianiense se prepara a sua próxima partida, nesta segunda-feira (23), fora de casa. No estádio da Ilha do Retiro, em Recife, enfrenta o Sport às 20h, em jogo válido pela 22ª rodada da Série A.
Entre a saída de Vagner Mancini, o trabalho provisório de Eduardo Souza e o retorno de Marcelo Cabo, os rubro-negros vivem um momento de transição e dificuldade na temporada. Sem vencer há um mês, no triunfo sobre o Santos, em 14 de outubro, na Vila Belmiro, o time carrega um tabu de sete jogos sem vitórias.
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O retrospecto atual é semelhante ao ocorrido em agosto e setembro, quando entre os 3 a 0 sobre o Flamengo, em 12 de agosto, e a vitória em cima do Vasco da Gama, em 10 de setembro, também não venceu por sete partidas. No último triunfo, o Atlético encerrou a 16ª rodada do Brasileirão na nona posição, com 21 pontos.
Na Série A, já são cinco rodadas de jejum, com três empates e duas derrotas, o que fez a equipe não cumprir a meta estabelecida para o primeiro turno (25 pontos). Por outro lado, após duas rodadas do returno, o time já atingiu 53% do seu principal objetivo: os 45 pontos que, teoricamente, garantem a salvação na elite do futebol nacional.
Histórico na Série A
Um dos únicos dois clubes goianos que já disputaram a primeira divisão do Campeonato Brasileiro na era dos pontos corridos, formato utilizado desde 2003, o Atlético realiza a sua quinta participação nesse modelo, a 11ª na história do torneio. Com 24 pontos, na 15ª colocação, o ‘Dragão’ vive a sua segunda melhor campanha na Série A após 21 jogos.
Quando foram promovidos para o Brasileirão, em 2009 e 2016, os campineiros conseguiram permanecer por três temporadas na elite, entre 2010 e 2012, enquanto em 2017 ficaram somente um ano. Com o crescimento exponencial desde a metade dos anos 2000, o clube agora mira a estabilidade entre os melhores do futebol brasileiro.
Até o momento, o melhor desempenho registrado pelos atleticanos foi em 2011, tanto no resultado final quanto depois de 21 rodadas. Naquele ano, somou 28 pontos nas 21 primeiras partidas, na 12ª colocação, e terminou o campeonato apenas uma posição atrás, com 48 pontos, classificado para uma competição internacional pela primeira vez, a Copa Sul-Americana.
Em todas as outras temporadas, o time ocupou a zona de rebaixamento depois de 21 jogos. Em 2010, estava na 18ª posição, com 20 pontos, mas com uma campanha de 22 pontos nos 17 jogos seguintes conseguiu a salvação, com direito a um emocionante jogo na última rodada. Empatado com o Vitória, segurou o 0 a 0 em Salvador e garantiu a permanência pelos critérios de desempate – ambos terminaram com 42 pontos.
Já em 2012, no seu primeiro rebaixamento, chegou a passar 22 rodadas segurando a lanterna do torneio. Na 21ª rodada, era o 19º colocado, com 16 pontos, situação que não mudou até o final, caindo com 30, a sua pior pontuação já registrada. Em 2017, ficou 32 rodadas na última posição, inclusive depois dos 21 primeiros jogos, com 15 pontos, mas nem mesmo a reação no returno salvou o time, rebaixado com 36, ainda no 20º lugar.
Hoje com 24 pontos em 21 partidas, o time está a 21 pontos dos 45 traçados pelo clube, dentro da margem de segurança para garantir a permanência. Desde que o Brasileirão passou a ter 20 equipes, em 2006, o 16º colocado, o último fora da zona de rebaixamento, terminou com uma média de 43,4 pontos. Os atleticanos também podem sonhar mais alto, uma vez que a última vaga para a Sul-Americana está a apenas um de distância.













