Uma das gratas surpresas do Goiás em 2016 é o jovem atacante Carlos Eduardo. Lançado no time titular desde o início da temporada por Enderson Moreira, ele vem desempenhando um papel importante no esquema de jogo e, o mais importante para um atacante: vem marcando gols. Na vitória sobre o Goianésia por 1 a 0, o tento da vitória foi dele.
Antes disso, ele já havia marcado contra a Anapolina, no triunfo do Verde por 3 a 1, mas na penúltima rodada acabou ficando suspenso para o clássico e sua ausência em campo prejudicou notoriamente o jogo do Goiás contra o Vila Nova, no empate por 0 a 0. Sabendo de todo o protagonismo que ele começa a assumir, Carlos Eduardo comemora a boa fase:
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“Estou muito feliz com esse momento da minha carreira, com as partidas e principalmente com minha família perto de mim nesse momento. Espero que os gols continuem saindo, que as boas atuações continuem para que tudo só melhore, tenho 19 anos ainda e tenho certeza que tem muita coisa boa me esperando ainda”.
Hoje escalando velozmente a escada do sucesso, Carlos Eduardo não esquece seu passado difícil e revela qual foi sua grande motivação para se tornar um jogador de futebol:
“Já passamos por muita coisa, mas agora graças à Deus estou conseguindo ajudar minha família. Já ficamos sem comer, não tinha nada aí a gente tinha que ir procurar um pouco de comida na casa da minha avó, ou da minha tia, a gente ia revezando para comer. Já cheguei em casa e vi minha mãe chorando porque não tinha como pagar aluguel e ia ser despejada. Isso foi minha inspiração para vencer, para eu poder ajudar toda minha família”.
Mas, não é apenas pelo sucesso próprio que Carlos Eduardo torce. Sabendo de todas as dificuldades que os meninos passam para conseguir realizar o sonho de ser um jogador profissional, o atacante esmeraldino revela que já se tornou inspiração de alguns meninos do clube e revela muita expectativa para que eles sigam seus passos:
“Tem muita para viver ainda, espero que isso seja o início de um grande futuro para mim. Hoje os meninos me reconhecem, se inspiram em mim, lá de Nova Veneza (sua cidade natal) tem oito que treinam nas escolinhas e ficam olhando para mim como inspiração mesmo, pedem para tirar foto e me falam que um dia querem chegar onde estou, torço muito para isso”, finaliza.
*A entrevista foi concedida ao repórter André Rodrigues.












